Mostrando postagens com marcador sorriso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sorriso. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quem sabe amanha seja melhor que hoje. Quem sabe sorrir seja melhor do que chorar e talvez, mesmo depois de tudo, ainda existam motivos para ficar. Quem sabe a felicidade seja o caminho mais fácil. Quem sabe seja melhor poder sentir esse cheirinho da pele e a tranquilidade que é poder se sentir livre. Quem sabe amar seja uma escolha que se faz todos os dias. Quem sabe as pessoas realmente se arrependam, aprendam, mudem... Quem sabe, dessa vez, as coisas deem certo, afinal, uma hora tinha que dar. Quem sabe a gente seja feliz e tome café da manhã na mesma mesa pro resto da vida. Quem sabe você tenha pra sempre menos que metade do armário porque minhas roupas ocupam a minha parte e a sua. Quem sabe a gente tenha mesmo uma segunda chance e nossos dias voltem a ser azuis, mas eu não me importaria se fossem tão rosas quanto as paredes que nos separam do resto do mundo. E que bom é ter no mundo um lugar que cabe todo o meu amor. Quem sabe isso não seja o tipo de coisa que acontece na vida real, mas quem sabe seja amor, um amor leve e feliz. Eu acredito na sorte!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Pedido pra você ficar

O que eu preciso pra te fazer ficar? Me dá um beijo, eu te mostro que nossa casa é melhor. Deita na cama mesmo sem lençol e me puxa pro lado seu. Me joga pra cá, pra lá, me tira a roupa. Me dá um beijo, bagunça meu cabelo, deixa o mundo lá fora passar. Me ama, arranha, me come. Me conhece tão bem e já não preciso nem falar, me faz feliz do jeito que só você sabe, puxa meu cabelo, não me deixa escolher porque te gosto assim, do teu jeito, jeito que ninguém mais consegue ser. Não sai de casa hoje não, te faço o almoço e o jantar, juro que boto uma roupa de cama depois que a gente transar. Mas fica aqui no quentinho do nosso cobertor, só não sai de casa hoje não, que te prefiro assim, sem roupa. Nos prefiro assim, embalados no som do meu gemido, vestidos de sorrisos e vontade de ficar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

o que me faz ficar

Não é o gosto da comida de um restaurante qualquer o que me faz ficar, nem o cheiro do teu perfume quando se arruma pra sair. Não são as roupas que usa, nem como fica bonito de camisa social.
Gosto de quando tomamos café juntos, mesmo que você não sinta fome de manhã, gosto do gosto da tua pele. Não precisa de camisa, não precisa de nada. Gosto do gosto dos beijos, dos desejos, do teu corpo deitado na cama embaixo do meu, tu inteiro dentro de mim. Gosto da pressa quando você faz tudo devagar e da preguiça quando você tem pressa, gosto dos desencontros e das diferenças, gosto da presença. Gosto de poder te segurar com as pernas e não te deixar ir embora nunca mais, te fazer feliz, reaprender todos os dias que a vida faz mais sentido quando tu me faz perder o ar, me deixa sem saber o que falar.
O que me faz ficar é a certeza de que todos os dias quando eu acordar haverá algo de diferente dentro de ti e um olhar impossível de decifrar e um sorriso que faz valer a pena a minha vida inteira. O que me faz ficar é o colchão molhado, as coisas que te deixam irreconhecível, os puxões de cabelo, os carinhos de amor.
Seria mentira dizer que gostaria de viver em paz. Eu gosto do tormento que causamos esporadicamente, de querer te matar por meio segundo e depois poder dizer que te amo mais que o mundo. Gosto de poder dizer isso sem exagero, sem nem um pouco de medo ou um arrependimento qualquer.
O que me faz ficar é olhar pro passado e ver tudo o que tu me ajudou a deixar pra trás, é me sentir completa.
Não é o mundo cor-de-rosa que tu me proporciona o que me faz ficar. Na verdade o que me faz estar aqui e não querer ir embora nunca mais é o azul que me faz sentir sem ninguém precisar ver, é o teu corpo no meu, que já desisti de tentar descrever.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

um sorriso que combina com o meu

De qualquer sorriso que fosse o mais bonito do mundo, fico com o meu, estampado no meu rosto ao lado teu. Que do encontro tirasse apenas um olhar, me olhava curioso enquanto eu não tinha absolutamente nada pra mostrar, nada para falar ainda que sempre dentro de mim houvesse um diálogo interminável onde só cabia a mim esse doce monólogo frágil e contestável, eu, que não me bastava apenas em contar, queria ouvir, por medo de em meio a tantas palavras minhas, me visse, ele, rasa. Então me aquietou, por muitas vezes me tirou a voz, que ficava presa na garganta querendo responder perguntas sem resposta, e falou, mais que isso sussurrou, me levou pra bem longe,sutil, me despindo o medo, me vestindo o amor e, sem perguntar se queria amar, me inundou, me olhou, me sorriu.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

nosso sexo

O olhar que já não sai mais da minha cabeça, naquela quinta-feira quase fria, que não me saia do pensamento todo o tempo desde então, e não queria, sem querer até sorria e perguntava a mim mesma o porquê. Sem saber eu só sentia e não via mal nenhum em sentir aquelas borboletas no estômago e o coração acelerado, me fazia sentir mais viva de um jeito que a algum tempo já não me sentia. Não por falta de amor, muito menos por falta de quem soubesse me fazer sorrir, só por não saber como amar. Mas sem querer começou a me fazer sentir aquele pouquinho de prazer em não saber o que ia acontecer, ele tão imprevisível, eu impulsiva, ele quente, eu fria, mas soube bem como derreter todo esse gelo. Eu, com todo meu medo tradicional de que fossemos mornos não deixei que me esquentasse tão devagar e enquanto me derretia senti esse pouco de quente, e aí me deixei ferver, do muito frio pro quase queimando.
Então aos poucos aprendi a sentir, a sussurrar, a pedir e, hoje em dia, quase implorar. Menos medos e mais sorrisos, menos pressa, as mãos que toda vez percorrem meu corpo todo e fazem o tempo parar, porque não queremos tempo, temos todo o tempo.
Se aproxima devagar como sabe que tem que ser, ou só não se mexe que eu faço isso por você, mais perto, muito mais perto e quando já não há espaço nenhum entre nós me aproxima mais, depois se afasta e me puxa pra perto de novo porque longe faz frio.
Tipo dia sim dia não, pra dar tempo de sentir saudade e não me faz mal te querer todo tempo que não te tenho aqui.
As palavras sussurradas, e já não consigo mais esse "tão devagar", então desisto, e tu já pode fazer, desfazer, ter e principalmente me fazer ser totalmente tua, não me deixa escolher, porque não quero ter escolha, e me leva pra qualquer lugar, mesmo que minhas mãos segurem o cobertor com força, sabes muito bem como me fazer viajar pra esse lugar que só tu sabe me levar. Chega mais perto, mais perto, cada vez mais e nem pense que algum dia eu te deixaria sair daqui. E deixa teu corpo pesar sobre o meu e ai me deixa transbordar e transborda também e deixamos ir tudo o que não cabe dentro de nós, somos melhores assim, com os pés entrelaçados, minha cabeça deitada no teu peito, que tem sido o lugar mais seguro pra mim, o lençol molhado, as pernas também, o coração inundado. Eu no meu paraíso particular, no qual só você sabe me fazer entrar.
Nos olhamos porque gosto de te olhar e sabe, de fato, me deixar sem saber o que falar. É porque somos assim, tipo quente e frio, doce e salgado, amor e mais amor, tipo eu e você.
Mas te olho porque não preciso dizer, tu sabe muito bem como ler meus pensamentos, que só repetem o tempo todo: de novo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

transbordou meu amor

São os lábios que deixam claro cada centímetro de amor, que abrem num sorriso pequeno, de meus segredos imensos, insisto em expô-los em um só olhar.
O abraço, um abraço, desses quaisquer que sejam, nesse muito pouco tempo, já fazem anos de sorrisos, meus e sem querer, muito que quis mais de nós, e as vezes não nos quero mais, por me apertar o coração um segundo sem saber por onde andam os pés que souberam cruzar meu caminho, as mãos que me fizeram carinho, tudo o que tive e agora já não quero mais, mais do que ganhei e deixo que seja tudo o que faz parte de mim, mais um ano pra mim, um começo pra nós, que precisei de um fim pra esse novo início, e fim pra tudo, me fiz nova, em uma folha toda em branco, uma vida nova pra pintar, e borrar, e misturar o vermelho no céu, o azul em todo o meu sangue, pra poder viver o roxo que me fez ser.
Mas se foi o que me permitia só uma cabeça quase que vazia, e agora um corpo todo de tudo o que me cabe e um coração mais que cheio também. Que me fazem muito mais que só um beijo, as duas mãos no meu cabelo e no meu corpo inteiro, os meus olhos bem fechados, sem querer saber a distância que eu podia estar do chão, tem sido bem mais que a altura da cama, tá mais pra altura que tem a lua, desse nosso chão quase sempre de segundo andar, e não medir porque posso cair, e se cair quero queda-livre.
Nada tenho porque me tens, nada quero, muito menos espero, por ter sabido ser, e ser por inteiro o que nunca me ensinaram a querer, mas estou neste lugar, onde eu quero ficar, que é a minha zona de risco, e gosto de ficar nessa beiradinha do abismo, tem sido a área mais segura, porque tenho do meu lado quem não me deixe cair, até que me puxe de volta quando eu me distrair, e me faz sorrir, rir, sentir o que nunca vou saber dizer, escrever, poetizar, musicar, só viver, porque quero assim, deixo estar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ao amor

Sempre tem aquele momento depressão coletiva do dia e ai todo lugar que entro só vejo as meninas desiludidas com frase feita dizendo como achar o homem perfeito e numa dessas li algumas que me fizeram pensar... "ache um homem que te chame de linda ao invés de gostosa, que pegue na sua cintura e não na sua bunda" ou "escolha alguém que queira ir na sua casa conhecer seus pais e não a sua cama" ou ainda "um homem de verdade é aquele que quer mudar apenas seu sobrenome".
E aí percebi como mulher tem umas paranoias e piram em algumas coisas desnecessárias.
Não é porque um homem te chama de gostosa que não pode te achar bonita também. Não é necessário procurar, amor vem quando tem que vir, e você vai saber que é ele quando chegar.
Não é porque um cara pega na tua bunda que não saiba te olhar no olho, sorrir pra ti, chegar bem perto, botar teu cabelo atrás da orelha, dizer "tu é linda" e te beijar com a mão no teu pescoço, mexendo no teu cabelo, daquele jeito que te faz ir pra algum lugar bem longe dali e te deixar naquela vontade de estar lá pra sempre.
Não é porque ele deseja teu corpo que não se importe em ter teu coração, na verdade quando tu menos perceber já terá entregue teu coração pra ele.
Pode ser que um dia ou outro, quem sabe até várias vezes ele te jogue na cama, segure teus braços e diga um "gostosa", mas aquele bem falado, em boa hora, mas outro dia ele pode só te dar um beijo e dizer "eu te amo". Amanha ou depois ele pode querer sair só com os amigos, e no dia seguinte ande de mãos dadas contigo e te bote pro lado de dentro da calçada.
Tá na hora de parar de procurar um homem que grite pro mundo inteiro que te ama, porque amor se declara no ouvido, sussurrado. Quem sabe até esteja na hora de parar de procurar, porque amor acontece e quando acontecer tu não vai achar importante quando ele te chama de gostosa ou de linda, e sim quando ele te chama de minha.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

sorrir, só rir, sou rir

O vento que sopra hoje já não é o mesmo de dias atrás. Queria ser brisa pra bagunçar os cabelos, podia ser o arrepio que sobe as costas e sussurra no ouvido. Seria o beijo apaixonado de um casal que sorri e entre beijos e sorrisos podia ser a lágrima. Seria a saudade que aperta o coração, seria o cheiro do perfume que me lembra esse amor. Seria o quente das coxas, o frio dos pés. Seria o lençol molhado de suor, o sussurro, o arranhão. Seria a força com que as mãos seguram as cobertas já desnecessárias, mas então poderia ser o frio que faz lá fora, o brilho intenso da lua essa noite, poderia até ser a escuridão se conseguisse não me sentir um arco-íris, seria a chuva se não me sentisse tão sol.
Os olhares que se cruzam no cruzar de pernas. As vozes que tão baixinhas gritam para o mundo. O silêncio que permite ouvir o bater de asas de um beija-flor, o som dos passos, dos pés pesados que pisam as folhas secas, o beijo estalado, o sorriso esboçado, a respiração ofegante, as batidas do coração acelerado. Seria o meio sorriso, daqueles bem tímidos, sem jeito. Seria a simplicidade porque é tudo o que somos, seria o amor, porque é tudo o que temos.

domingo, 30 de setembro de 2012

roxo


Sou distraída, descuidada me perdi, entreguei meu coração nas mãos que nem sabia de quem, mas com certeza melhores mãos que as minhas. Primeiro me apaixonei. Me apaixonei pelo sorriso que nem sabia o porquê. Me apaixonei pelo jeito de falar, pela voz, pela barba, pelo cabelo, pela pele. Podia já me entregar naquele segundo, sem conhecer quase nada porque já não precisava mais, mas queria, eram as primeiras páginas de um livro gigante e eu não conseguia mais parar de ler, não queria mais parar, e hoje ainda existem tantas coisas que eu não sei, tantas coisas que ainda vou descobrir, e aquela eterna sensação de "mal posso esperar".
Me fez abrir mão de todo o meu passado, dar espaço pra um sentimento novo, a reaprender a confiar, a conseguir finalmente começar a diferenciar o que é de verdade e o que é só lembrança, o que sou só eu com medo de mim mesma e da minha mania de me entregar pra quem não devia, mas agora sei que devo.
Como se já não bastasse me sentir azul, hoje sou toda roxo, somos roxo e somos a cada dia mais nós dois, e dois porque não quero que sejamos um só. Se fossemos só um não poderíamos cruzar os olhares.
Era muito de me preocupar com a reciprocidade de qualquer jeito de gostar, sem saber que nunca seria porque meu amor é todo poesia e nunca soube gostar de um poeta. Hoje já não quero ser amada do mesmo jeito que eu amo, posso ser amada de outro jeito tão diferente do meu porque somos de fato tão diferentes e mesmo assim ser reciproco, porque foi nessa diferença que eu descobri o que é de verdade amor e sem preocupação nenhuma em me achar, entrei no labirinto sem querer e já não quero mais sair, não me importa nem onde vou chegar.
Sou distraída, descuidada me perdi, entreguei meu coração nas mãos de quem hoje já sei quem é, com certeza melhores mãos que as minhas. Por último amei. Amei o sorriso e não sei porque. Amei o jeito de falar, a voz, a barba, o cabelo, a pele. Me entreguei, sem conhecer tudo,são as páginas de um livro gigante que eu não consigo parar de ler, não quero mais parar, e hoje ainda existem tantas coisas que eu não sei, tantas coisas que ainda vou descobrir, e aquela mesma sensação de "mal posso esperar", mal posso esperar tudo que ainda temos pra viver e o jeito mil vezes mais feliz que tu me faz ser.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

sentir-se azul

Não tenho certeza de quantas pessoas entendem esse "sentir-se azul", talvez seja uma coisa muito musical, daquele tipo de coisa que poeta sente. Sentimento que não posso de forma alguma classificar como 'felicidade', vai tão além disso que não me restam palavras, não posso descrever um momento, um segundo, um beijo.
Me sinto azul porque é azul o céu e o mar, e é aquele azul de quando eles se encontram que me sinto. Me sinto paz, descobri a vida que existe além do ritmo descompassado da minha respiração, to contando minha vida pelos momentos em que perco o ar, perco as palavras, estranhamente fico sem saber o que falar.
Sou cada vez mais o sol, o mar, a chuva também, sou cada vez mais eu e mais e mais e mais eu.
Azul é entregar o coração sem medo de tê-lo despedaçado, azul é sorrir com todos os motivos pra chorar, azul é tão azul, tão eu e hoje em dia cada vez mais nós dois. Azul é transbordar, explodir, aquela vontade de gritar, de sair por aí sem rumo, sem hora pra voltar, sem medo de deixar qualquer coisa pra trás, é não ter o que deixar pra trás por ter certeza de que carrega tudo dentro de si. E por isso não cabe. E por isso transborda. E me deixo transbordar, sem medo de perder nada por já ter tido muito mais que precisava para sorrir.
Sentir-se azul é exatamente como me sinto agora, é o mundo colorido no meio do cinza que todo mundo vê, é meu sorriso sempre tão a toa, é minha felicidade imediata ao poder ver o sorriso que faz eu me perder, que me perco porque não quero mais me achar, e andar perdida pelo mundo inteiro, e poder ser sem roupa se eu quiser, e poder tirar a roupa de quem eu quiser, e poder ser eu o máximo que eu puder.
É um orgasmo que dura mais que alguns segundos, é prazer por poder viver a vida como ela deve ser vivida, é sentir-se azul.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Gritos mudos

Querem prender minha mente, bem, sinto informar, mas ela está solta por aí. Não sei onde se encontra, não sei por onde anda dessa vez... Talvez esteja na praia, ela raramente está onde meu corpo se encontra.
Querem me dizer o que fazer, o que falar, com quem estar, mas estou longe demais para ouvi-los agora. Ainda bem.
Ando estudando muito e não aprendendo nada, acho que esse, no final das contas, é o objetivo de tudo... Aprender, aplicar, usar e depois esquecer.
Ando meio ansiosa por causa de uma certa prova que tenho pra fazer no fim do ano, "vestibular", me soa como assombração. Não tenho tempo pra nada, todo mundo me manda estudar, me fazem esquecer as vezes de respirar, de pensar por mim, de ser mais eu mesma e menos eles, de ser mais por mim e menos por todas essas fórmulas que de nada me servem.
Queria aprender a surfar, aprenderia mais com as ondas, estaríamos a sós, eu, minha mente e o mar.
Queria aprender a andar de skate, não que eu já não tenha tentado, mas me falta tempo, me falta tudo. Me peguei pensando no preconceito que as pessoas tem com os skatistas, quer dizer, não entendem toda a beleza que tem por trás de cada machucado, não conseguem ver a beleza que trazem esses olhos sempre tão cheios de vontade, e tentam de novo, outra vez, mais uma e não desistem, nunca!
E dentro de cada um vozes que ecoam, dizendo que não estão fazendo isso certo, que não estão no lugar que deveriam estar, mas eu digo: estão!
Maldita sociedade que não os deixam pensar por si, que não me deixa pensar por mim. Que tentem então escravizar nossas mentes, me façam então de refém, me digam para seguir uma religião, me obriguem a saber coisas que eu jamais precisaria, queiram mais que tudo que eu valorize mais o dinheiro que um sorriso... As palavras contraditórias "seja feliz, não faça nada de errado" continuam na minha cabeça e me pergunto o que eles entendem por "errado", acho tão certo sorrir e fazer alguém sorrir, não consigo achar errado abrir mão de anos de estudo pra fazer o que realmente ama.
Então continuam vocês, entrando dentro da minha cabeça, tentando aprisioná-la, na esperança de prender minha mente também, mas sinto informar, ela está longe, muito longe daqui.

sábado, 23 de junho de 2012

de manhã

Gostava quando ele escondia seus desejos desse jeito doce. Gostava quando ele sorria com a boca bem perto da dela, quando ria. Sentia o perfume dela, o gosto do beijo.
As mãos que atravessavam o gelado das roupas e se esquentavam no quente da pele, ela sorria.
- O que foi?
-Tu me deixa louca. Respondia na esperança de não se perder, não enlouquecer de vez.
Não que já não estivesse perdida, mas ainda assim sentia que finalmente tinha se encontrado.
Dias frios não alteravam em nada, tiravam os casacos com calor. Buscavam amor em seus beijos sem sentimento algum, incrivelmente achavam. Um amor que aconchegava, dava colo, protegia do frio que fazia lá fora. Já era tarde, enxergavam melhor no escuro, era claro que não funcionaria, aquele amor já se esvaía pela manhã. Quando acordou deitada no peito quente dele já não sabia o que acontecia dentro de si mesma, todos os seus devaneios voltados a ele, todos os seus segredos confessados naquela noite fria, ela não tinha certeza se já amanhecia, então deitava novamente, dormia dentro do abraço.
Acordou e dessa vez sozinha, distinguir o que era real e o que era imaginação parecia muito trabalhoso naquele momento, aí deitou-se novamente, sentindo o cheiro de um perfume masculino em suas roupas e nas almofadas do sofá. Ali ficou, sem saber se o cheiro era real, ou se era apenas outra peça que sua imaginação pregava-lhe.

terça-feira, 10 de abril de 2012

utopia do amor


Olhar pro espelho ultimamente tem feito eu me sentir estúpida, pelas inúmeras coisas escritas na minha testa, saindo pelos olhos e que eu tento esconder. Quer dizer, me sentir estúpida tá virando quase um dom desde que eu resolvi querer de volta o que já não era mais meu, tudo aquilo que a muito tempo já se foi e provavelmente não vai voltar.
Todo sorriso sem motivo, todo olhar no meio da multidão, todo beijo de boa noite, todo bom dia de todo dia. Era constante nossa inconstância, nossas brigas, nossos medos, mas hoje não trocaria isso por nada.
Quem me dera pudesse criar uma máquina do tempo e voltar para aquele dia que parecia não ter mais fim, ou apenas encarar de vez o futuro, deixar de lado o orgulho e dizer que me arrependo de não ter feito isso antes. Te trazer pra minha casa, te apresentar pros meus pais como se eles nunca tivessem te conhecido, dividir meu travesseiro contigo como faziamos a tempos atrás.
É que não mudaria nada, faria tudo exatamente igual e te deixaria ir embora outra vez, numa tarde quente de domingo, se isso fosse a tua vontade, mas fique, se quiser... Lide com as minhas vírgulas como sempre lidou, de fato prefiro reticencias do que pontos finais, então me puxe pela cintura quando eu virar as costas pra você, mas deixa pra lá, não preciso explicar, você sabe exatamente como fazer, é o único no mundo que entende nossa sintonia perfeita, meus descontroles, minhas armas, sabe como me desarmar, amar.
Só me escute falar, volte, talvez, ou fique por aí, mas não esqueça de me visitar, não aguentaria a saudade das tuas visitas frequentes, não aguentaria a falta de fingirmos ser um casal normal, não aguentaria ter que ser só tua amiga, nao daria sem você, sem nós dois

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"meu" amor

A sombra dos olhos verdes dele voltaram a iluminar a escuridão do meu quarto. Tenho medo de escuro, mas é o melhor jeito de dormir, por isso sempre pedia para que ele fechasse os olhos, e ai me abraçava para que eu não sentisse medo nunca mais. Mas dessa vez é esse brilho todo que me ofusca, que me assusta, me tira o sono, me tira do sério.
É o sorriso que manipula a minha mente enquanto ele segura a minha mão, é toda a liberdade que ele me dá que me faz continuar tão presa.
Na verdade me sinto quase como um ex fumante, que pensa que nunca vai conseguir e ai passa a primeira semana, aí pensa que nunca vai voltar, mas no segundo mês sente uma necessidade de tudo em dobro. É, cheguei no meu segundo mês, de ex namorada, não ex fumante. A falta que me faz é uma droga muito mais poderosa, que sente só quem é ex ficante, ex amante. Não a saudade dos olhos, não do sorriso, mas ser o motivo do sorriso, e ver os olhos fixos em você, te cuidando o tempo todo. Não a saudade do beijo, não do abraço, mas daquele beijo devagarzinho que faz o tempo parar e o abraço em que eu cabia perfeitamente.
Não é de forma alguma a falta de ter alguém para estar do meu lado, é a falta de ter ele. Não qualquer um, não qualquer beijo, nem qualquer sorriso, é a falta dele, do dono dos olhos verdes mais bonitos que eu já vi, o dono do ciume sem motivo nenhum. Não é saudade de ficar deitada no sofá vendo sessão da tarde, é saudade de ficar ouvindo ele criticar as filmagens até eu mandar ele ficar quieto e deixar eu ver o filme.
Não é saudade de saber dos sonhos dele, é a falta de poder estar do lado, ajudando-o a realizar.
É saudade de poder reclamar, de poder dizer que tenho ciume, e não ficar guardando ele pra mim porque não tenho nada a ver com isso.
É que me faz falta o "minha pequena" "minha linda", não me agrada o "pequena" "linda", sinto falta de poder ser dele, mesmo que eu tenha dito até o ultimo segundo que eu era só minha.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

não quero lembrar

Era o jeito que ele botava meu cabelo atrás da orelha e sorria antes de me beijar. Era o jeito que ele me olhava com aqueles olhos tão verdes e passava o dedo polegar em baixo do meu olho quando eu chorava. Era como dizia "tu só briga comigo", como ria quando eu dava ataque de ciume e me segurava com força, olhava no meu olho e dizia "é de ti que eu gosto". Foram todas as vezes que eu disse que não ia mais falar com ele e ai ele riu da minha cara. Todas as vezes que eu chamei ele de idiota e ele me abraçou e disse "tu é linda".
Era o sorriso, eram os olhos, era o jeito que ele fazia eu me sentir segura, o jeito que me protegia, até o ciume de todos os meus amigos. Era a preocupação sem motivo, todas as vezes que me ligou pra saber se eu já tinha chego em casa, todas as vezes que me ligou para dizer "boa noite" e todas as vezes que brigou comigo quando eu não atendi o telefone quando ele me ligava de manha e me acordava.
Era o jeito que ele apoiava a cabeça na mão sempre que eu fazia drama, todas as vezes que ele me puxava pela cintura quando eu decidia ir embora.
Foram todas as vezes que ele me deu colo e me ouviu reclamar, chorar, ou simplesmente me abraçou e disse que ia dar tudo certo sem eu precisar dizer uma palavra. Pelas vezes que ele me deixou ganhar as nossas apostas e as nossas lutinhas, foram as vezes que ele me fez sorrir, as vezes que ele me fez perder o controle, pelas inumeras vezes que ele me tirou do sério, por aceitar minha vida sem meios termos, por compartilhar meus extremos. É por ter dado uma chance a nós e aceitado nosso prazo de validade. Foi por isso que eu me apaixonei, me apaixonei pelo nosso fim doce, afinal “sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse?”. Por ele ainda se preocupar comigo, por ele ter feito isso por nós. Foi a vez que ele disse "não sei como aceitaria outra pessoa te fazendo feliz". Foi pelo nosso fim, que me apaixonei mais pelo menino dos olhos verdes, sorriso bonito, cabelos cacheados e pensamentos complicados, foi o fim que fez nosso começo, que não me deixa sentir arrependimento e faz eu me sentir leve. Foi pra ele que eu entreguei meu coração.

domingo, 8 de janeiro de 2012

logo me apaixonei pela cor do teu olho

Veio andando, atento, os olhos corriam o corpo das pessoas, a minha procura. Eu o via, olhando para todos os lados, mas não disse nada. Quando os olhos se encontraram ele sorriu, como quem finalmente acha o que está procurando. Ai vi aqueles olhos tão verdes, aquele sorriso tão puro, e me obriguei a sorrir também.
Ai veio andando até mim, eu não conseguia tirar meus pés do chão, embora, na minha cabeça, já estivessem bem longe dali, sentindo coisas que a muito, muito tempo já não sentia.
E andávamos, no meio dos carros, sem olhar para os dois lados da rua, como se o mundo fosse só nosso. Andávamos por cima da rua de pedras, chegávamos a areia, e eu não me importava com os micro grãozinhos que entravam dentro do meu tênis.
Achava engraçado meu jeito de falar e meu jeito de rir.
Sentamos no banco, em baixo de um teto de palha. Me olhou, mas dentro mesmo dos meus olhos, "você é linda", botou meu cabelo atrás da orelha, sorriu, me beijou, me olhou sorrindo outra vez, me envolveu em seu braço que me segurava com facilidade, carregava todo meu mundo no sorriso.
E falou de tudo o que sentia, do que não sentia, do que queria. Esquecemos por alguns minutos nosso prazo de validade, e estávamos ali, apenas sentados, deixando o mundo girar, na nossa pequena eternidade.
Já acordei pensando ter sido só um sonho, mas dessa vez foi mesmo real, ai me veio o medo do dia em que ele terá que partir, lembrei-me que não queria nada com prazo de validade, mas já era tarde demais, eu já não conseguiria mais desistir de tudo isso, que me fazia tão bem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Já fazia tempo que lhe julgavam por não amá-la e mais, já faziam até apostas de traição e de fato ganhariam um bom dinheiro, eu iria de "all in" se não fosse me sentir culpada por já saber que ganharia, então preferi ficar apenas observando, sem dizer nunca o resultado, ainda que me perguntassem o tempo todo, eu apenas me divertia com as apostas.
Ela nem imaginava, digo, ela nem imagina.
Ele olhava com frieza, ela via, bonita, pura. Eu observava e só observava a ingenuidade da doce menina. Dona de um dos sorrisos mais bonitos que eu conheço, diga-se de passagem. E também o olhar profundo. Certa de tudo, tem ainda dúvidas de amor. Ele? Não duvidava de nada não, isso porque não sentia, não sabia sentir.
Segurei na mão dele enquanto olhava fundo em seus olhos. Olhar vazio, um jeito tão frio de lidar com as coisas. Disse a ele tudo, as apostas, o quando ela confiava nele, o quanto ela sabia sentir e sabia de tudo isso sem conhecê-la como ele, sem conhecê-la quase nada, na realidade.
Ele a amou, enfim, naqueles olhos vazios eu não me consolava mais, nos braços que me acolhiam com facilidade e no beijo que fazia meu dia melhor.
Eu tentava ensiná-lo a ser feliz, e fazê-la feliz. Ele aprendeu a dar valor a ela, e foram juntos felizes, enquanto eu observava minha pequena felicidade nas mãos de outra, sabendo que eu tinha feito aquilo. E ai, com um sorriso no rosto e uma lágrima escorrendo, eu observava, apenas observava.

sábado, 15 de outubro de 2011

Formato mínimo

Mãos que aqui se tocaram, feitas de puro amor e medo. Medo da descoberta, do amanha de manhã.
Flutuando na noite escura e sem estrelas, aptos, já a algum tempo, a amar, crendo que ainda se perderão, de maneira ínfima, nesses sentimentos de toques de pele, de segundos nos quais já não existem palavras que descrevam ou silêncios que ensurdecem, apenas o gosto, apenas o cheiro, apenas o toque, apenas o desejo, que se fazem em toda noite, antes de dormir, em toda manha, antes de abrir os olhos.
Pernas, já bambas, se confundiam em movimentos pequenos, quase inexistentes, olhos, já fechados, não se abriam mais, afinal, era bonito o que a imaginação trazia quando a luz não se fazia mais presente. Os lábios se encostavam, os corpos se engoliam, enquanto tiravam a mente das tristezas, tiravam os sapatos enquanto confortavam o coração.
O tecido de suas roupas frias escondiam o calor de seus corpos, mas as mãos nuas atravessavam a barreira de gelo, chegando ao quente, e gostavam de se queimar.
Vítimas de seus erros, ali se encontravam, amando, curando qualquer dor.
E chegaram ao céu, depois das ilustres visitas ao inferno. Um céu claro, onde voavam seus desejos, enquanto os corpos esfriavam e os olhos se abriam, cheios de brilho, se fechavam, dormiam.
Abriam novamente, na claridade da manha, as mãos tremiam, da boca não saia nada, apenas um sorriso, delicadamente posicionado, apenas desejos, milimetricamente escondidos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

deixe voar

Idas e vindas, idas, idas, idas. Nada tem voltado, nada mais tem me surpreendido, aprendi a lidar com tudo isso e preciso dizer: me sinto em paz.
Sim, me perdi no meio do caminho, sim, encontrei a luz que estava buscando.
A questão é não esperar nada de ninguém, afinal, ninguém pode te fazer tão feliz quanto você mesmo e no final é isso que importa, estar feliz consigo mesmo.
Sabe, não importa quantas vezes eu tentei fazer isso dar certo e não importa quantas vezes eu tentei fazer a coisa certa... Tudo passa, e só o que te faz feliz é que volta.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

você me entorpeceu e desapareceu


Já haviamos combinado, teu poema acabaria aqui, tuas palavras ainda que bonitas me machucam, então pare de falar.
Teus desejos me intimidam, teus segredos me dão medo, teu silencio me preocupa, tua indiferença dói, mas teu sorriso não tem preço.
O quadro do meu quarto tem outro sentido agora, vejo nosso campo, nossas flores. As milhoes de palavras despejadas em pedacinhos de papel que guardo na minha gaveta trancada me lembram a tua voz, e é tudo tão claro que consigo me lembrar de cada detalhe, de cada segundo, sinto até tuas mãos me tocando com o gesto mais simples e puro. Teus lábios ainda tocam os meus de noite, tu ainda passa a mão na minha cabeça e diz que nada foi tão errado assim. Mesmo quando parece ter as intençoes mais puras, ainda prefere o corpo a corpo e meu coração continua não significando nada, mas você o toca da forma mais cruel e manipuladora, grava tuas palavras em lugares onde eu não consigo achar, mas fazem com que elas ecoem na minha cabeça, e que as lembranças fiquem para sempre.
Grudou minha alma na tua, só para ter os corpos mais perto e antes de desgrudá-las deixou gravado que teus erros nunca seriam motivo para eu me afastar, que teus desejos seriam prioridade, e a partir do momento em que tuas palavras ficaram gravadas na minha alma, tuas marcas ficaram no meu corpo, e permanecem lá, intactas, pois ninguém tem coragem de tocá-las, ninguém tem coragem de apagá-las, e lá ficarão, até que alguém as tire de lá, até alguém renove meu corpo, renove minha alma, me tire de ti.