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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Brasil, mostra tua cara!
Um empresário pagando pra botar um outdoor na rua, onde em baixo dorme um mendigo. O homem de terno que sai do escritório e procura sexo em qualquer esquina, enquanto sua mulher o espera deitada nua na cama, com o coração vazio e sem amor, se perguntando o que mantém o casamento. A mãe que deixa o filho ficar obeso e tantos sem mãe sofrendo a falta de peso. A psicóloga dizendo para um menino de quinze anos que os problemas familiares vão passar e fora do consultório, do outro lado da rua, um menino de treze anos sentado na calçada, esperando pelo pai que saiu pra beber com os amigos e nunca mais voltou, esperando a mãe que saiu de casa com um vestido colado para dormir na casa de um amigo político e disse que voltaria pela manhã. As óticas cheias de quem não quer ver o futuro e na porta um homem cego tocando violão. Os hospitais cheios de esperança, os médicos em horário de almoço e não se sabe quando vão voltar. A moça sendo presa porque roubou pão na padaria, alimentou seu filho e logo em seguida viu uma lágrima escorrendo por aquele rosto tão frágil, enquanto era jogada como um animal na viatura; Do outro lado da cidade um político com dinheiro nas cuecas de seda, em seguida abotoando a calça do terno e pegando um avião particular para almoçar no restaurante mais chique do país. Os traficantes mais espertos que a polícia. O governo com medo dos "por quês" da juventude, deixando-os incapazes de argumentar. O rico cada vez mais rico, o pobre cada vez mais pobre, a miséria que não conseguimos ver através de uma nota de cem e aí tapamos nossos olhos com a riqueza, não vemos o que acontece em cada esquina, cada beco sem saída. O país do carnaval, o país da putaria.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
um brinde ao amor
Dois corações que se amam por contrato. Aquele velho modo de dizer as coisas, "estarei sempre ao teu lado" e peço que não esteja, que não fique se não tiver vontade de ficar. Não espere de mim mais do que eu posso dar e não me deixe amar mais do que me cabe o amor e, de um jeito tão comum, me cabe porque eu quis que coubesse e insisto em afirmar pra mim mesma que posso tirá-lo daqui no instante em que desejar. E quem me dera controlar um coração.
No mais, continuo aqui, vendo a tragédia acontecer, tão bonita, diante dos meus olhos, pra depois adentrar a noite deixando mais um rastro de silêncio que começa nos meus pés e termina onde eu aprender a amar.
No mais, continuo aqui, vendo a tragédia acontecer, tão bonita, diante dos meus olhos, pra depois adentrar a noite deixando mais um rastro de silêncio que começa nos meus pés e termina onde eu aprender a amar.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sentir-se azul
Não tenho certeza de quantas pessoas entendem esse "sentir-se azul", talvez seja uma coisa muito musical, daquele tipo de coisa que poeta sente. Sentimento que não posso de forma alguma classificar como 'felicidade', vai tão além disso que não me restam palavras, não posso descrever um momento, um segundo, um beijo.
Me sinto azul porque é azul o céu e o mar, e é aquele azul de quando eles se encontram que me sinto. Me sinto paz, descobri a vida que existe além do ritmo descompassado da minha respiração, to contando minha vida pelos momentos em que perco o ar, perco as palavras, estranhamente fico sem saber o que falar.
Sou cada vez mais o sol, o mar, a chuva também, sou cada vez mais eu e mais e mais e mais eu.
Azul é entregar o coração sem medo de tê-lo despedaçado, azul é sorrir com todos os motivos pra chorar, azul é tão azul, tão eu e hoje em dia cada vez mais nós dois. Azul é transbordar, explodir, aquela vontade de gritar, de sair por aí sem rumo, sem hora pra voltar, sem medo de deixar qualquer coisa pra trás, é não ter o que deixar pra trás por ter certeza de que carrega tudo dentro de si. E por isso não cabe. E por isso transborda. E me deixo transbordar, sem medo de perder nada por já ter tido muito mais que precisava para sorrir.
Sentir-se azul é exatamente como me sinto agora, é o mundo colorido no meio do cinza que todo mundo vê, é meu sorriso sempre tão a toa, é minha felicidade imediata ao poder ver o sorriso que faz eu me perder, que me perco porque não quero mais me achar, e andar perdida pelo mundo inteiro, e poder ser sem roupa se eu quiser, e poder tirar a roupa de quem eu quiser, e poder ser eu o máximo que eu puder.
É um orgasmo que dura mais que alguns segundos, é prazer por poder viver a vida como ela deve ser vivida, é sentir-se azul.
Me sinto azul porque é azul o céu e o mar, e é aquele azul de quando eles se encontram que me sinto. Me sinto paz, descobri a vida que existe além do ritmo descompassado da minha respiração, to contando minha vida pelos momentos em que perco o ar, perco as palavras, estranhamente fico sem saber o que falar.
Sou cada vez mais o sol, o mar, a chuva também, sou cada vez mais eu e mais e mais e mais eu.
Azul é entregar o coração sem medo de tê-lo despedaçado, azul é sorrir com todos os motivos pra chorar, azul é tão azul, tão eu e hoje em dia cada vez mais nós dois. Azul é transbordar, explodir, aquela vontade de gritar, de sair por aí sem rumo, sem hora pra voltar, sem medo de deixar qualquer coisa pra trás, é não ter o que deixar pra trás por ter certeza de que carrega tudo dentro de si. E por isso não cabe. E por isso transborda. E me deixo transbordar, sem medo de perder nada por já ter tido muito mais que precisava para sorrir.
Sentir-se azul é exatamente como me sinto agora, é o mundo colorido no meio do cinza que todo mundo vê, é meu sorriso sempre tão a toa, é minha felicidade imediata ao poder ver o sorriso que faz eu me perder, que me perco porque não quero mais me achar, e andar perdida pelo mundo inteiro, e poder ser sem roupa se eu quiser, e poder tirar a roupa de quem eu quiser, e poder ser eu o máximo que eu puder.
É um orgasmo que dura mais que alguns segundos, é prazer por poder viver a vida como ela deve ser vivida, é sentir-se azul.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Diz pra ele
Me faz um favor? Vai lá e diz pra ele que eu tô bem, que eu não falo mais dele, que não penso nele o tempo inteiro. Diz pra ele que não sinto saudade das nossas tardes de filme, das nossas noites de chuva, da nossa vida de sol. Diz pra ele que eu nem guardo mais os bilhetinhos que deixava no fundo da gaveta, diz que não fico mais olhando as fotos dele, que não sinto falta do beijo, do abraço... Diz que não quero, diz que cansei, diz que nunca mais chorei. Diz que não tenho recaídas, que dessa vez foi pra valer. Diz que me viu por aí, diz que eu tava bem, diz que eu tava rindo, diz que eu tava amando outro alguém. Diz que já to em outra, que não volto nunca mais, diz que preferi assim, diz que sou feliz desse jeito, que é o meu jeito. Aliás, falando em jeito, diz também que não sinto falta do jeito dele, do jeito que ele me olhava, botava a mão no meu pescoço, dizia "tu é linda" e me beijava. Diz que não sinto falta das brincadeiras idiotas dele, que não sinto falta da risada dele quando eu misturava o sotaque paulista com o daqui. Diz que não queria que ele viesse aqui dizer o quanto ainda temos pra viver. Diz pra ele que eu não acredito mais nesse nosso futuro lindo, diz pra ele que não, não vamos nos encontrar quando estivermos adultos, sentarmos no mesmo banco que estávamos quando nos beijamos pela primeira vez e dizer um ao outro que nos amamos. Diz pra ele que não quero juras de amor, que cansei de tentar. Diz pra ele que eu to melhor assim, diz pra ele qualquer coisa, só não diz que é nele que eu penso quando vou dormir, só não diz que sinto falta de cada sorriso, de cada olhar. Só não diz que isso é amor, só não diz a verdade.
quarta-feira, 7 de março de 2012
sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse?
Ele diz pra ela que a ama, e ai vem me procurar quando ela vira as costas. Bem, ele dizia que me amava, o que devo esperar desse amor agora?
Não sei porque soltou minha mão, não sei porque foi embora, mas principalmente não entendo porque ainda volta.
É que homem tem essa mania de entrar e sair da minha vida, esperar eu estar quase esquecendo e ai voltar, esperar eu estar me apaixonando de novo, e ir embora outra vez. Azar? É, talvez. Tenho azar pro amor, assim por dizer. Mas tenho muita sorte em encontrar pessoas. Quer dizer, não que prestem, nunca os melhores namorados do mundo nem nada disso, mas pessoas, homens, por muitas vezes estúpidos, previsíveis, canalhas até, eu diria, mas que sabem me fazer feliz.
Todas as mulheres ficam esperando um principe, que as vá fazer felizes para sempre, eu me contento com o presente, me contento com o lobo mau da historia, que não vai me fazer feliz pra sempre, mas sabe, melhor que o principe me fazer rir, sabe melhor que o principe me proteger.
É, tenho o azar gigantesco de não me apaixonar pelo romantismo. De fato acho lindo homens românticos, mas na maioria das vezes acabam virando um grude, e não gosto de grude, talvez por isso eu prefira os idiotas, que somem as vezes, que me deixam sentir saudade, que não me sufocam de amor. Então fico assim, eu e meu azar, esperando pelos monstros dos pesadelos de vocês.
Eu não espero achar o amor em cada rua, amor acontece em beco sem saída, felicidade acontece quando você não tem mais pra onde fugir e ai aceita se sentir assim. Você imagina um homem com você, te protegendo das sombras que a noite trás, eu quase sempre estou no meio da sombra, a amando e, por incrivel que pareça, me sentindo protegida por ela, dela mesma. Gosto da sombra, ela me leva para voar, enquanto vocês mantém os pés no chão, com medo de cair do céu. O tombo quase sempre é grande, quase sempre dói, mas depois que conheci o céu mais de perto, me recuso a ficar no chão e não me arrependo nunca de ter caido tantas vezes e de tão alto, porque o lado mais sombrio do amor me abraça como ninguem, e os passeios são sempre inesquecíveis
Não sei porque soltou minha mão, não sei porque foi embora, mas principalmente não entendo porque ainda volta.
É que homem tem essa mania de entrar e sair da minha vida, esperar eu estar quase esquecendo e ai voltar, esperar eu estar me apaixonando de novo, e ir embora outra vez. Azar? É, talvez. Tenho azar pro amor, assim por dizer. Mas tenho muita sorte em encontrar pessoas. Quer dizer, não que prestem, nunca os melhores namorados do mundo nem nada disso, mas pessoas, homens, por muitas vezes estúpidos, previsíveis, canalhas até, eu diria, mas que sabem me fazer feliz.
Todas as mulheres ficam esperando um principe, que as vá fazer felizes para sempre, eu me contento com o presente, me contento com o lobo mau da historia, que não vai me fazer feliz pra sempre, mas sabe, melhor que o principe me fazer rir, sabe melhor que o principe me proteger.
É, tenho o azar gigantesco de não me apaixonar pelo romantismo. De fato acho lindo homens românticos, mas na maioria das vezes acabam virando um grude, e não gosto de grude, talvez por isso eu prefira os idiotas, que somem as vezes, que me deixam sentir saudade, que não me sufocam de amor. Então fico assim, eu e meu azar, esperando pelos monstros dos pesadelos de vocês.
Eu não espero achar o amor em cada rua, amor acontece em beco sem saída, felicidade acontece quando você não tem mais pra onde fugir e ai aceita se sentir assim. Você imagina um homem com você, te protegendo das sombras que a noite trás, eu quase sempre estou no meio da sombra, a amando e, por incrivel que pareça, me sentindo protegida por ela, dela mesma. Gosto da sombra, ela me leva para voar, enquanto vocês mantém os pés no chão, com medo de cair do céu. O tombo quase sempre é grande, quase sempre dói, mas depois que conheci o céu mais de perto, me recuso a ficar no chão e não me arrependo nunca de ter caido tantas vezes e de tão alto, porque o lado mais sombrio do amor me abraça como ninguem, e os passeios são sempre inesquecíveis
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Don't you remember
Eu não sabia mais quando nos encontraríamos outra vez, a primeira opção era nunca, mas a noite fez segredo, os passos se cruzaram.
Ele não se lembra, ele não faz idéia, mas nossas mãos deslizavam rápido, ao mesmo tempo que minhas costas pousavam no sofá. O cheiro que nós não sentiamos atravessava a escuridão e só o que entrava por minhas narinas era o cheiro viciante do perfume dele.
A minha mão esquerda segurava com força em suas costas, e a direita segurava a mão dele, porque me fazia sentir protegida, ainda que a única coisa que poderia me fazer mal naquele momento fosse o vulto preto, que meus olhos enxergavam com dificuldade. Mas ainda assim me sentia protegida, porque costuma ser assim, não temos medo daquilo que deveria nos fazer mal, e ai o que era pra ser errado se torna bonito do seu ponto de vista.
Foi amor por alguns minutos, mas ele nao se lembra, quem sabe eu não me lembre também, e ai no dia seguinte os olhos se abriram com pensamentos vagos e lembranças bobas, mas o coração já não mais repleto de amor.
Ele não se lembra, ele não faz idéia, mas nossas mãos deslizavam rápido, ao mesmo tempo que minhas costas pousavam no sofá. O cheiro que nós não sentiamos atravessava a escuridão e só o que entrava por minhas narinas era o cheiro viciante do perfume dele.
A minha mão esquerda segurava com força em suas costas, e a direita segurava a mão dele, porque me fazia sentir protegida, ainda que a única coisa que poderia me fazer mal naquele momento fosse o vulto preto, que meus olhos enxergavam com dificuldade. Mas ainda assim me sentia protegida, porque costuma ser assim, não temos medo daquilo que deveria nos fazer mal, e ai o que era pra ser errado se torna bonito do seu ponto de vista.
Foi amor por alguns minutos, mas ele nao se lembra, quem sabe eu não me lembre também, e ai no dia seguinte os olhos se abriram com pensamentos vagos e lembranças bobas, mas o coração já não mais repleto de amor.
sábado, 16 de julho de 2011
sei que amores imperfeitos são as flores da estação
essa nostalgia de novo, esse sorriso cativante, esse cheiro que eu sinto nas ruas, mesmo estando tão longe.
Esses pequenos momentos que me fazem tão feliz, esses pequenos beijos que me fazem renascer, mesmo que me matem aos poucos, mesmo que acabem com tão pouco, mas que sao uma parte tao boa de mim, que sao meu maior eu, que sao tão... tão.
Esses pequenos momentos que me fazem tão feliz, esses pequenos beijos que me fazem renascer, mesmo que me matem aos poucos, mesmo que acabem com tão pouco, mas que sao uma parte tao boa de mim, que sao meu maior eu, que sao tão... tão.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
Vá me perdoar...
Ah, me desculpe, esqueci de sorrir, e quer saber, você me tira o ar.
Desculpe de novo, esqueci de te responder, sabe como é, você não me deixa pensar direito.
Desculpe outra vez, lembrei de sorrir e não parei mais, é que você me fascina, me encanta, me anima.
Desculpe eu parecer uma idiota, sabe como é, não sabe?
Isso já ta ficando chato, mas desculpa, desculpa mesmo por eu agir estranho, por esquecer das coisas, por não conseguir demonstrar, você pode entender? É assim que se chama: amor.
Desculpe de novo, esqueci de te responder, sabe como é, você não me deixa pensar direito.
Desculpe outra vez, lembrei de sorrir e não parei mais, é que você me fascina, me encanta, me anima.
Desculpe eu parecer uma idiota, sabe como é, não sabe?
Isso já ta ficando chato, mas desculpa, desculpa mesmo por eu agir estranho, por esquecer das coisas, por não conseguir demonstrar, você pode entender? É assim que se chama: amor.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sonho, mais doce realidade
Será que é verdade mesmo? Que o amor acontece quando a gente menos espera?
Não sei o que era, não consigo me lembrar, acho que o brilho dos olhos, o jeito de me abraçar e dizer que tá tudo bem, o jeito de segurar minha mão e sempre acreditar em mim. Talvez tenha sido o jeito de me fazer rir, talvez só por não me deixar chorar. Quem sabe seja o jeito doce de dizer "tu ta linda", ou quem sabe ainda o jeito que me faz sentir, segura.
Quem sabe seja o ciume fofo, ou só o jeito de olhar nos olhos quando fala comigo. Quem sabe seja tudo junto, mas talvez não seja nada disso. Talvez seja a vontade enorme de dizer que te amo, mesmo sem amar, ou quem sabe o medo de dizer que gosto, com mais medo de gostar demais.
Não sei o que era, não consigo me lembrar, acho que o brilho dos olhos, o jeito de me abraçar e dizer que tá tudo bem, o jeito de segurar minha mão e sempre acreditar em mim. Talvez tenha sido o jeito de me fazer rir, talvez só por não me deixar chorar. Quem sabe seja o jeito doce de dizer "tu ta linda", ou quem sabe ainda o jeito que me faz sentir, segura.
Quem sabe seja o ciume fofo, ou só o jeito de olhar nos olhos quando fala comigo. Quem sabe seja tudo junto, mas talvez não seja nada disso. Talvez seja a vontade enorme de dizer que te amo, mesmo sem amar, ou quem sabe o medo de dizer que gosto, com mais medo de gostar demais.
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