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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Brasil, mostra tua cara!
Um empresário pagando pra botar um outdoor na rua, onde em baixo dorme um mendigo. O homem de terno que sai do escritório e procura sexo em qualquer esquina, enquanto sua mulher o espera deitada nua na cama, com o coração vazio e sem amor, se perguntando o que mantém o casamento. A mãe que deixa o filho ficar obeso e tantos sem mãe sofrendo a falta de peso. A psicóloga dizendo para um menino de quinze anos que os problemas familiares vão passar e fora do consultório, do outro lado da rua, um menino de treze anos sentado na calçada, esperando pelo pai que saiu pra beber com os amigos e nunca mais voltou, esperando a mãe que saiu de casa com um vestido colado para dormir na casa de um amigo político e disse que voltaria pela manhã. As óticas cheias de quem não quer ver o futuro e na porta um homem cego tocando violão. Os hospitais cheios de esperança, os médicos em horário de almoço e não se sabe quando vão voltar. A moça sendo presa porque roubou pão na padaria, alimentou seu filho e logo em seguida viu uma lágrima escorrendo por aquele rosto tão frágil, enquanto era jogada como um animal na viatura; Do outro lado da cidade um político com dinheiro nas cuecas de seda, em seguida abotoando a calça do terno e pegando um avião particular para almoçar no restaurante mais chique do país. Os traficantes mais espertos que a polícia. O governo com medo dos "por quês" da juventude, deixando-os incapazes de argumentar. O rico cada vez mais rico, o pobre cada vez mais pobre, a miséria que não conseguimos ver através de uma nota de cem e aí tapamos nossos olhos com a riqueza, não vemos o que acontece em cada esquina, cada beco sem saída. O país do carnaval, o país da putaria.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
casamento gay
Desde o começo dos tempos, foi pré-estabelecido que o dever dos homens é sustentar a família e o das mulheres é cuidar da casa e dos filhos. Porém, uma geração feminina lutou pelo direito de igualdade entre os sexos, rompendo os conceitos e o padrão das gerações anteriores e fizeram com que se tornassem comuns as mulheres que se responsabilizam pela renda familiar, bem como homens que se encarregam de cuidar da residência e da educação dos filhos.
Não há mais uma divisão de tarefas e, sendo assim, ambos podem ser responsáveis por atividades não mais definidas pelo sexo, mas pela capacidade de cada um, excluindo a necessidade de uma família ser formada por um homem e uma mulher.
Estudos já comprovaram que a sexualidade de uma pessoa não é opcional, mas homossexuais arcam com as consequências disto todos os dias e, ainda que um homem possa cuidar da casa e uma mulher possa trabalhar, foi determinado que apenas pessoas de sexo oposto podem se casar. O preconceito é colocado à frente na decisão de leis, impedindo que autoridades percebam que, permitindo o casamento homossexual, mais crianças seriam adotadas, tirando mais pessoas das ruas e diminuindo a lotação dos orfanatos.
O homossexualismo não é prejudicial e o amor entre duas mulheres deveria ser tão respeitado quanto o amor entre um homem e uma mulher, assim como dois homens deveriam ter o direito de se casar, pois o homossexualismo não é uma opção, o preconceito é.
Não há mais uma divisão de tarefas e, sendo assim, ambos podem ser responsáveis por atividades não mais definidas pelo sexo, mas pela capacidade de cada um, excluindo a necessidade de uma família ser formada por um homem e uma mulher.
Estudos já comprovaram que a sexualidade de uma pessoa não é opcional, mas homossexuais arcam com as consequências disto todos os dias e, ainda que um homem possa cuidar da casa e uma mulher possa trabalhar, foi determinado que apenas pessoas de sexo oposto podem se casar. O preconceito é colocado à frente na decisão de leis, impedindo que autoridades percebam que, permitindo o casamento homossexual, mais crianças seriam adotadas, tirando mais pessoas das ruas e diminuindo a lotação dos orfanatos.
O homossexualismo não é prejudicial e o amor entre duas mulheres deveria ser tão respeitado quanto o amor entre um homem e uma mulher, assim como dois homens deveriam ter o direito de se casar, pois o homossexualismo não é uma opção, o preconceito é.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Gritos mudos
Querem prender minha mente, bem, sinto informar, mas ela está solta por aí. Não sei onde se encontra, não sei por onde anda dessa vez... Talvez esteja na praia, ela raramente está onde meu corpo se encontra.
Querem me dizer o que fazer, o que falar, com quem estar, mas estou longe demais para ouvi-los agora. Ainda bem.
Ando estudando muito e não aprendendo nada, acho que esse, no final das contas, é o objetivo de tudo... Aprender, aplicar, usar e depois esquecer.
Ando meio ansiosa por causa de uma certa prova que tenho pra fazer no fim do ano, "vestibular", me soa como assombração. Não tenho tempo pra nada, todo mundo me manda estudar, me fazem esquecer as vezes de respirar, de pensar por mim, de ser mais eu mesma e menos eles, de ser mais por mim e menos por todas essas fórmulas que de nada me servem.
Queria aprender a surfar, aprenderia mais com as ondas, estaríamos a sós, eu, minha mente e o mar.
Queria aprender a andar de skate, não que eu já não tenha tentado, mas me falta tempo, me falta tudo. Me peguei pensando no preconceito que as pessoas tem com os skatistas, quer dizer, não entendem toda a beleza que tem por trás de cada machucado, não conseguem ver a beleza que trazem esses olhos sempre tão cheios de vontade, e tentam de novo, outra vez, mais uma e não desistem, nunca!
E dentro de cada um vozes que ecoam, dizendo que não estão fazendo isso certo, que não estão no lugar que deveriam estar, mas eu digo: estão!
Maldita sociedade que não os deixam pensar por si, que não me deixa pensar por mim. Que tentem então escravizar nossas mentes, me façam então de refém, me digam para seguir uma religião, me obriguem a saber coisas que eu jamais precisaria, queiram mais que tudo que eu valorize mais o dinheiro que um sorriso... As palavras contraditórias "seja feliz, não faça nada de errado" continuam na minha cabeça e me pergunto o que eles entendem por "errado", acho tão certo sorrir e fazer alguém sorrir, não consigo achar errado abrir mão de anos de estudo pra fazer o que realmente ama.
Então continuam vocês, entrando dentro da minha cabeça, tentando aprisioná-la, na esperança de prender minha mente também, mas sinto informar, ela está longe, muito longe daqui.
Querem me dizer o que fazer, o que falar, com quem estar, mas estou longe demais para ouvi-los agora. Ainda bem.
Ando estudando muito e não aprendendo nada, acho que esse, no final das contas, é o objetivo de tudo... Aprender, aplicar, usar e depois esquecer.
Ando meio ansiosa por causa de uma certa prova que tenho pra fazer no fim do ano, "vestibular", me soa como assombração. Não tenho tempo pra nada, todo mundo me manda estudar, me fazem esquecer as vezes de respirar, de pensar por mim, de ser mais eu mesma e menos eles, de ser mais por mim e menos por todas essas fórmulas que de nada me servem.
Queria aprender a surfar, aprenderia mais com as ondas, estaríamos a sós, eu, minha mente e o mar.
Queria aprender a andar de skate, não que eu já não tenha tentado, mas me falta tempo, me falta tudo. Me peguei pensando no preconceito que as pessoas tem com os skatistas, quer dizer, não entendem toda a beleza que tem por trás de cada machucado, não conseguem ver a beleza que trazem esses olhos sempre tão cheios de vontade, e tentam de novo, outra vez, mais uma e não desistem, nunca!
E dentro de cada um vozes que ecoam, dizendo que não estão fazendo isso certo, que não estão no lugar que deveriam estar, mas eu digo: estão!
Maldita sociedade que não os deixam pensar por si, que não me deixa pensar por mim. Que tentem então escravizar nossas mentes, me façam então de refém, me digam para seguir uma religião, me obriguem a saber coisas que eu jamais precisaria, queiram mais que tudo que eu valorize mais o dinheiro que um sorriso... As palavras contraditórias "seja feliz, não faça nada de errado" continuam na minha cabeça e me pergunto o que eles entendem por "errado", acho tão certo sorrir e fazer alguém sorrir, não consigo achar errado abrir mão de anos de estudo pra fazer o que realmente ama.
Então continuam vocês, entrando dentro da minha cabeça, tentando aprisioná-la, na esperança de prender minha mente também, mas sinto informar, ela está longe, muito longe daqui.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Anda barbie, vamos barbie

Me desculpe, eu não sou a menina que você deseja, na verdade estou longe disso e dou graças a Deus.
Gosto de saias, amo vestidos, mas não vou sair por ai gastando quinhentos reais em uma roupa, ainda mais sabendo que tem gente por ai sem ter o que vestir. Me desculpe, não sou mesmo a menina ideal, talvez nem a mulher ideal. Não tenho uma bunda gigantesca e uma cinturinha finíssima, não tenho a pele perfeita, não sou delicadinha. Na verdade sou a pessoa mais desastrada que você pode conhecer. Derrubo tudo, me machuco o tempo todo. Não, eu não vou comer só alface pra pesar 20 quilos, não vou beber só champagne, vodka é que cura ressaca de amor. Ah, sim, quase esqueci, eu fico de ressaca, tenho tpm também, brigo com as pessoas, grito, choro.
Não quero ser aparencia, não quero ser aquela mulher de parar o transito, quero ser de verdade, quero ser feliz.
Mais uma vez eu digo: NÃO SOU A PESSOA IDEAL! Não sou a amiga ideal, não sou a filha ideal, nem a neta, nem a irmã. Não sou a namorada ideal.
Não espere que eu mude por alguém, não espere que um dia eu vire uma menina barbie, quase um robô, não espere de mim futilidade, não espere roupas caras. Não, eu não vou namorar alguém porque ele é rico e pode me dar presentes legais, na verdade a melhor coisa que você pode fazer por mim é me arrancar um sorriso.
Tem certas palavras que não estão no meu dicionário, não entendo a língua das vadias de plástico, não sei conversar com gente superficial. Então barbies, conversem apenas com gente da mesma espécie. Eu não vou ficar conversando com vocês sobre roupas e sapatos, eu gosto de gente de verdade. Talvez eu seja mesmo de outro planeta, e quem me dera fosse. De fato não me adapto a essa sociedade fútil que vocês inventaram.
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