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terça-feira, 13 de maio de 2014

Pedido pra você ficar

O que eu preciso pra te fazer ficar? Me dá um beijo, eu te mostro que nossa casa é melhor. Deita na cama mesmo sem lençol e me puxa pro lado seu. Me joga pra cá, pra lá, me tira a roupa. Me dá um beijo, bagunça meu cabelo, deixa o mundo lá fora passar. Me ama, arranha, me come. Me conhece tão bem e já não preciso nem falar, me faz feliz do jeito que só você sabe, puxa meu cabelo, não me deixa escolher porque te gosto assim, do teu jeito, jeito que ninguém mais consegue ser. Não sai de casa hoje não, te faço o almoço e o jantar, juro que boto uma roupa de cama depois que a gente transar. Mas fica aqui no quentinho do nosso cobertor, só não sai de casa hoje não, que te prefiro assim, sem roupa. Nos prefiro assim, embalados no som do meu gemido, vestidos de sorrisos e vontade de ficar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

transbordou meu amor

São os lábios que deixam claro cada centímetro de amor, que abrem num sorriso pequeno, de meus segredos imensos, insisto em expô-los em um só olhar.
O abraço, um abraço, desses quaisquer que sejam, nesse muito pouco tempo, já fazem anos de sorrisos, meus e sem querer, muito que quis mais de nós, e as vezes não nos quero mais, por me apertar o coração um segundo sem saber por onde andam os pés que souberam cruzar meu caminho, as mãos que me fizeram carinho, tudo o que tive e agora já não quero mais, mais do que ganhei e deixo que seja tudo o que faz parte de mim, mais um ano pra mim, um começo pra nós, que precisei de um fim pra esse novo início, e fim pra tudo, me fiz nova, em uma folha toda em branco, uma vida nova pra pintar, e borrar, e misturar o vermelho no céu, o azul em todo o meu sangue, pra poder viver o roxo que me fez ser.
Mas se foi o que me permitia só uma cabeça quase que vazia, e agora um corpo todo de tudo o que me cabe e um coração mais que cheio também. Que me fazem muito mais que só um beijo, as duas mãos no meu cabelo e no meu corpo inteiro, os meus olhos bem fechados, sem querer saber a distância que eu podia estar do chão, tem sido bem mais que a altura da cama, tá mais pra altura que tem a lua, desse nosso chão quase sempre de segundo andar, e não medir porque posso cair, e se cair quero queda-livre.
Nada tenho porque me tens, nada quero, muito menos espero, por ter sabido ser, e ser por inteiro o que nunca me ensinaram a querer, mas estou neste lugar, onde eu quero ficar, que é a minha zona de risco, e gosto de ficar nessa beiradinha do abismo, tem sido a área mais segura, porque tenho do meu lado quem não me deixe cair, até que me puxe de volta quando eu me distrair, e me faz sorrir, rir, sentir o que nunca vou saber dizer, escrever, poetizar, musicar, só viver, porque quero assim, deixo estar.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ao amor

Sempre tem aquele momento depressão coletiva do dia e ai todo lugar que entro só vejo as meninas desiludidas com frase feita dizendo como achar o homem perfeito e numa dessas li algumas que me fizeram pensar... "ache um homem que te chame de linda ao invés de gostosa, que pegue na sua cintura e não na sua bunda" ou "escolha alguém que queira ir na sua casa conhecer seus pais e não a sua cama" ou ainda "um homem de verdade é aquele que quer mudar apenas seu sobrenome".
E aí percebi como mulher tem umas paranoias e piram em algumas coisas desnecessárias.
Não é porque um homem te chama de gostosa que não pode te achar bonita também. Não é necessário procurar, amor vem quando tem que vir, e você vai saber que é ele quando chegar.
Não é porque um cara pega na tua bunda que não saiba te olhar no olho, sorrir pra ti, chegar bem perto, botar teu cabelo atrás da orelha, dizer "tu é linda" e te beijar com a mão no teu pescoço, mexendo no teu cabelo, daquele jeito que te faz ir pra algum lugar bem longe dali e te deixar naquela vontade de estar lá pra sempre.
Não é porque ele deseja teu corpo que não se importe em ter teu coração, na verdade quando tu menos perceber já terá entregue teu coração pra ele.
Pode ser que um dia ou outro, quem sabe até várias vezes ele te jogue na cama, segure teus braços e diga um "gostosa", mas aquele bem falado, em boa hora, mas outro dia ele pode só te dar um beijo e dizer "eu te amo". Amanha ou depois ele pode querer sair só com os amigos, e no dia seguinte ande de mãos dadas contigo e te bote pro lado de dentro da calçada.
Tá na hora de parar de procurar um homem que grite pro mundo inteiro que te ama, porque amor se declara no ouvido, sussurrado. Quem sabe até esteja na hora de parar de procurar, porque amor acontece e quando acontecer tu não vai achar importante quando ele te chama de gostosa ou de linda, e sim quando ele te chama de minha.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

sorrir, só rir, sou rir

O vento que sopra hoje já não é o mesmo de dias atrás. Queria ser brisa pra bagunçar os cabelos, podia ser o arrepio que sobe as costas e sussurra no ouvido. Seria o beijo apaixonado de um casal que sorri e entre beijos e sorrisos podia ser a lágrima. Seria a saudade que aperta o coração, seria o cheiro do perfume que me lembra esse amor. Seria o quente das coxas, o frio dos pés. Seria o lençol molhado de suor, o sussurro, o arranhão. Seria a força com que as mãos seguram as cobertas já desnecessárias, mas então poderia ser o frio que faz lá fora, o brilho intenso da lua essa noite, poderia até ser a escuridão se conseguisse não me sentir um arco-íris, seria a chuva se não me sentisse tão sol.
Os olhares que se cruzam no cruzar de pernas. As vozes que tão baixinhas gritam para o mundo. O silêncio que permite ouvir o bater de asas de um beija-flor, o som dos passos, dos pés pesados que pisam as folhas secas, o beijo estalado, o sorriso esboçado, a respiração ofegante, as batidas do coração acelerado. Seria o meio sorriso, daqueles bem tímidos, sem jeito. Seria a simplicidade porque é tudo o que somos, seria o amor, porque é tudo o que temos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

sentir-se azul

Não tenho certeza de quantas pessoas entendem esse "sentir-se azul", talvez seja uma coisa muito musical, daquele tipo de coisa que poeta sente. Sentimento que não posso de forma alguma classificar como 'felicidade', vai tão além disso que não me restam palavras, não posso descrever um momento, um segundo, um beijo.
Me sinto azul porque é azul o céu e o mar, e é aquele azul de quando eles se encontram que me sinto. Me sinto paz, descobri a vida que existe além do ritmo descompassado da minha respiração, to contando minha vida pelos momentos em que perco o ar, perco as palavras, estranhamente fico sem saber o que falar.
Sou cada vez mais o sol, o mar, a chuva também, sou cada vez mais eu e mais e mais e mais eu.
Azul é entregar o coração sem medo de tê-lo despedaçado, azul é sorrir com todos os motivos pra chorar, azul é tão azul, tão eu e hoje em dia cada vez mais nós dois. Azul é transbordar, explodir, aquela vontade de gritar, de sair por aí sem rumo, sem hora pra voltar, sem medo de deixar qualquer coisa pra trás, é não ter o que deixar pra trás por ter certeza de que carrega tudo dentro de si. E por isso não cabe. E por isso transborda. E me deixo transbordar, sem medo de perder nada por já ter tido muito mais que precisava para sorrir.
Sentir-se azul é exatamente como me sinto agora, é o mundo colorido no meio do cinza que todo mundo vê, é meu sorriso sempre tão a toa, é minha felicidade imediata ao poder ver o sorriso que faz eu me perder, que me perco porque não quero mais me achar, e andar perdida pelo mundo inteiro, e poder ser sem roupa se eu quiser, e poder tirar a roupa de quem eu quiser, e poder ser eu o máximo que eu puder.
É um orgasmo que dura mais que alguns segundos, é prazer por poder viver a vida como ela deve ser vivida, é sentir-se azul.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

azul

Livres teus jeitos, de leitos já mortos faz tempo. Devagar, teus dedos, sorrisos armados, milimetricamente posicionados.
Soltos, teus braços, teu calor perfeito, me entrelaça os desejos, segura-me pelos medos dos quais já não tão covardemente fujo.
Primeiro, segundos antes de um beijo.
Podia acordar todo dia desse jeito, meio sem jeito pra dizer o que não digo e tomar café da manha olhando a chuva pela janela da cozinha, e esperar passar todo o dia, e querer ser cada vez mais minha mesmo sabendo que a tempo que já não me pertenço mais.
Pretos olhos sempre tão calmos, os meus transparecendo tudo o que não preciso mais esconder, perturbados, impensados.
E os cinzas dessa cidade urbana ainda são os mesmos coloridos sonhos, ainda colore meu mundo um sorriso, que nem sempre por minha causa, me fazem ser de novo todo aquele azul, seria azul para sempre, sem querer ser uma cor mais complexa que essa, e seria só céu, seria só mar, seria só o que hoje já sou: meu sorrisos por ser o que eu sinto, por poder ser sentimento.
Mas pense duas vezes, isso não é pra você. Isso sou cada vez mais eu, sendo quem eu sou e sou porque gosto de ser. Isso não é sobre você, é sobre o azul que me faz ser.

sábado, 23 de junho de 2012

de manhã

Gostava quando ele escondia seus desejos desse jeito doce. Gostava quando ele sorria com a boca bem perto da dela, quando ria. Sentia o perfume dela, o gosto do beijo.
As mãos que atravessavam o gelado das roupas e se esquentavam no quente da pele, ela sorria.
- O que foi?
-Tu me deixa louca. Respondia na esperança de não se perder, não enlouquecer de vez.
Não que já não estivesse perdida, mas ainda assim sentia que finalmente tinha se encontrado.
Dias frios não alteravam em nada, tiravam os casacos com calor. Buscavam amor em seus beijos sem sentimento algum, incrivelmente achavam. Um amor que aconchegava, dava colo, protegia do frio que fazia lá fora. Já era tarde, enxergavam melhor no escuro, era claro que não funcionaria, aquele amor já se esvaía pela manhã. Quando acordou deitada no peito quente dele já não sabia o que acontecia dentro de si mesma, todos os seus devaneios voltados a ele, todos os seus segredos confessados naquela noite fria, ela não tinha certeza se já amanhecia, então deitava novamente, dormia dentro do abraço.
Acordou e dessa vez sozinha, distinguir o que era real e o que era imaginação parecia muito trabalhoso naquele momento, aí deitou-se novamente, sentindo o cheiro de um perfume masculino em suas roupas e nas almofadas do sofá. Ali ficou, sem saber se o cheiro era real, ou se era apenas outra peça que sua imaginação pregava-lhe.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Diz pra ele

Me faz um favor? Vai lá e diz pra ele que eu tô bem, que eu não falo mais dele, que não penso nele o tempo inteiro. Diz pra ele que não sinto saudade das nossas tardes de filme, das nossas noites de chuva, da nossa vida de sol. Diz pra ele que eu nem guardo mais os bilhetinhos que deixava no fundo da gaveta, diz que não fico mais olhando as fotos dele, que não sinto falta do beijo, do abraço... Diz que não quero, diz que cansei, diz que nunca mais chorei. Diz que não tenho recaídas, que dessa vez foi pra valer. Diz que me viu por aí, diz que eu tava bem, diz que eu tava rindo, diz que eu tava amando outro alguém. Diz que já to em outra, que não volto nunca mais, diz que preferi assim, diz que sou feliz desse jeito, que é o meu jeito. Aliás, falando em jeito, diz também que não sinto falta do jeito dele, do jeito que ele me olhava, botava a mão no meu pescoço, dizia "tu é linda" e me beijava. Diz que não sinto falta das brincadeiras idiotas dele, que não sinto falta da risada dele quando eu misturava o sotaque paulista com o daqui. Diz que não queria que ele viesse aqui dizer o quanto ainda temos pra viver. Diz pra ele que eu não acredito mais nesse nosso futuro lindo, diz pra ele que não, não vamos nos encontrar quando estivermos adultos, sentarmos no mesmo banco que estávamos quando nos beijamos pela primeira vez e dizer um ao outro que nos amamos. Diz pra ele que não quero juras de amor, que cansei de tentar. Diz pra ele que eu to melhor assim, diz pra ele qualquer coisa, só não diz que é nele que eu penso quando vou dormir, só não diz que sinto falta de cada sorriso, de cada olhar. Só não diz que isso é amor, só não diz a verdade.

quarta-feira, 21 de março de 2012

goodbye my lover 5

Andava, dessa vez sem rumo, encontrei moedas no chão e me lembrei de você, me remeteram a sorte.
Andei, assim como andava, no momento em que encontrei aquelas moedas, meio sem palavras, sem esforços, no todo sem ti. Não sou boa em despedidas, não gosto de ser obrigada a sair da vida de quem preenche a minha.
Tenho andado distraída, esses dias tropecei em um canteiro, por pouco não caí em cima das flores coloridas que preenchiam a cidade cinza e lembrei de você.
Outro dia desses vi sangue no chão, demorei quase dez segundos para olhar para trás e me passaram mil coisas na cabeça, quem sabe tivesse tropeçado em um corpo estirado no asfalto e nem se quer percebi, porque ando assim, tropeçando em tudo, não vendo nada, esquecendo da vida, lembrando o passado, e lembrei você.
Na segunda feira acordei, mas esqueci de levantar, esqueci um pouco de viver e achando que estava aproveitando cada segundo, estava na verdade mais pra morta, sendo lembrança, tão vaga, na tua cabeça.
Essa minha distração, essa minha falta de foco é que nos afasta, dizem que opostos se atraem, mas eu, tão distraída, não percebi o quão opostos podíamos ser. E naquele dia, em especial, me esqueci de dizer tudo o que tinha planejado, todas as falas, as vírgulas pela primeira vez em seu lugar certo, e reticências, ao invés do ponto final, mas na hora esqueci. Me distraí enquanto dizia tchau, sem saber que na verdade era um adeus, que acabaria ali, naquele último beijo.
Mas aí você voltou e eu, distraída só pra não perder o costume, segurei na tua mão, como se aquele adeus nunca tivesse existido. Andamos juntos para a praia e sentamos, admirando o mar, sempre no mesmo lugar, mas nunca igual. Eu me distraí, outra vez e não percebi que ali não era o meu lugar, que tu olhava a menina de biquini fio dental na beira do mar e como era de se esperar, me deixou sentada na areia e foi amar o mar, amá-la no mar. Foi só aí que vi o quão burra me fazia parecer, apenas porque era distraída e ai fui por conta própria embora, mas voce me puxou pela cintura. Ainda a um ou dois dias segurava a minha mão. Bem, não são as moedas que me fazem lembrá-lo, nem as flores, é que pra todo lugar que olho surge a lembrança em você, mas dessa vez estou mais atenta, dessa vez não houve nem último beijo, dessa vez foi proposital, é a minha vez de dizer adeus.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Já fazia tempo que lhe julgavam por não amá-la e mais, já faziam até apostas de traição e de fato ganhariam um bom dinheiro, eu iria de "all in" se não fosse me sentir culpada por já saber que ganharia, então preferi ficar apenas observando, sem dizer nunca o resultado, ainda que me perguntassem o tempo todo, eu apenas me divertia com as apostas.
Ela nem imaginava, digo, ela nem imagina.
Ele olhava com frieza, ela via, bonita, pura. Eu observava e só observava a ingenuidade da doce menina. Dona de um dos sorrisos mais bonitos que eu conheço, diga-se de passagem. E também o olhar profundo. Certa de tudo, tem ainda dúvidas de amor. Ele? Não duvidava de nada não, isso porque não sentia, não sabia sentir.
Segurei na mão dele enquanto olhava fundo em seus olhos. Olhar vazio, um jeito tão frio de lidar com as coisas. Disse a ele tudo, as apostas, o quando ela confiava nele, o quanto ela sabia sentir e sabia de tudo isso sem conhecê-la como ele, sem conhecê-la quase nada, na realidade.
Ele a amou, enfim, naqueles olhos vazios eu não me consolava mais, nos braços que me acolhiam com facilidade e no beijo que fazia meu dia melhor.
Eu tentava ensiná-lo a ser feliz, e fazê-la feliz. Ele aprendeu a dar valor a ela, e foram juntos felizes, enquanto eu observava minha pequena felicidade nas mãos de outra, sabendo que eu tinha feito aquilo. E ai, com um sorriso no rosto e uma lágrima escorrendo, eu observava, apenas observava.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

e durou enquanto estava sendo bom

É como o sol, que queima sua pele mas faz um bem enorme para a alma, ou como a chuva que encharca tuas roupas, que é gelada mas que tira da tua cabeça tudo aquilo que não deveria vir a tona nunca, mas a imagem do corpo descoberto de qualquer roupa tem perambulado meus pensamentos. Os braços fortes que me deixavam praticamente sem movimento, os olhos tão profundos. A mente sempre ativa, pesando no segundo seguinte, enquanto eu não consigo pensar em nada só porque teus olhos penetram os meus, só porque tua boca toca a minha.
O tom suave da tua voz tem acelerado meu coração, tua respiração tão pertinho me faz fantasiar mil coisas e a única maneira que tenho achado de distinguir o real da minha imaginação é o toque suava da tua mão nas minhas

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

você me entorpeceu e desapareceu


Já haviamos combinado, teu poema acabaria aqui, tuas palavras ainda que bonitas me machucam, então pare de falar.
Teus desejos me intimidam, teus segredos me dão medo, teu silencio me preocupa, tua indiferença dói, mas teu sorriso não tem preço.
O quadro do meu quarto tem outro sentido agora, vejo nosso campo, nossas flores. As milhoes de palavras despejadas em pedacinhos de papel que guardo na minha gaveta trancada me lembram a tua voz, e é tudo tão claro que consigo me lembrar de cada detalhe, de cada segundo, sinto até tuas mãos me tocando com o gesto mais simples e puro. Teus lábios ainda tocam os meus de noite, tu ainda passa a mão na minha cabeça e diz que nada foi tão errado assim. Mesmo quando parece ter as intençoes mais puras, ainda prefere o corpo a corpo e meu coração continua não significando nada, mas você o toca da forma mais cruel e manipuladora, grava tuas palavras em lugares onde eu não consigo achar, mas fazem com que elas ecoem na minha cabeça, e que as lembranças fiquem para sempre.
Grudou minha alma na tua, só para ter os corpos mais perto e antes de desgrudá-las deixou gravado que teus erros nunca seriam motivo para eu me afastar, que teus desejos seriam prioridade, e a partir do momento em que tuas palavras ficaram gravadas na minha alma, tuas marcas ficaram no meu corpo, e permanecem lá, intactas, pois ninguém tem coragem de tocá-las, ninguém tem coragem de apagá-las, e lá ficarão, até que alguém as tire de lá, até alguém renove meu corpo, renove minha alma, me tire de ti.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

I love the way you lie

Mas teus dedos parecem fogo, me tocam, me queimam. Tuas palavras curam todos os meus medos, me asseguram de que nada pode acontecer comigo, tua voz baixinha me tira os pés do chão, me faz nascer, renascer, ser tua.
Então te deixo me queimar, então te deixo fazer toda a tua vontade, e vai ficar tudo bem, eu gosto de estar com você com tudo o que isso implica.
Me tira a ética, me tira a moral, me tira os valores, me faz não ter mais nada, me perde, me ganha, é o dono do nosso jogo, o tabuleiro está de ponta cabeça, mas é assim que você gosta dele, eu sei.
Minhas vontades e meus medos são cartas fora do baralho, que agora está repleto do seu amor, repleto da minha insegurança, repleto das tuas mentiras, mas não abriria mão disso, eu gosto do jeito que domina o nosso jogo, gosto do jeito que se faz capaz de jogar tudo pro ar sem pensar no depois, gosto do jeito que você diz que sou especial. Você joga nossas cartas no chão, e eu não me canso de juntá-las e devolvê-las a você, não me canso de escutar você dizer que estamos juntos nisso, mesmo sabendo que estou a beira de um abismo, e que estou sozinha.
Então me beija como sempre fez e como só você sabe fazer, então faz meu corpo queimar de desejo, faz meu amor sair pelas mãos, me faz perder a noção do tempo, me faz dizer que você pode fazer o que quiser, me faz dizer que o jogo está nas tuas mãos, me faz dizer mais uma vez que sempre amei e sempre vou amar o jeito que você mente.

sábado, 27 de agosto de 2011

tudo aquilo que eu preciso ouvir da sua voz

O errado está na minha frente, vejo claramente e aprendi a diferenciar o certo e o errado, mas desde o primeiro dia em que você olhou nos meus olhos e disse tudo aquillo que eu precisava ouvir tem sido um erro. Um erro maravilhoso.
Eu te nego e você sorri, eu te empurro e você me puxa, eu digo não e você diz sim, eu digo que é errado e você me diz que errar é normal, que a gente concerta depois.
E eu te nego, eu nego minha vontade, nego meu prazer, nego teu beijo, mas teu cheiro fica na minha roupa e depois que vou embora ainda te sinto.
Não, não me faça errar, não, não me faça dizer sim.
Todas as tuas palavras ecoam na minha cabeça, e o meu mundo vira de cabeça pra baixo, meus sentidos estão todos invertidos, mas você passa a mão pelo meu rosto e o dia fica mais bonito, tudo clareia, minha mente te pertence, bem como meu coraçao, que eu tento com todas as forças segurar no meu peito, mas ai você diz que sempre foi especial, e não tenho armas contra isso, não tenho mais com o que lutar, não tenho mais o que perder. Você sorri, e teu sorriso me faz feliz, me faz sentir de tudo um pouco, me faz querer qualquer coisa e passar por cima de qualquer valor, de qualquer indole, de qualquer ética, porque minha cabeça funciona por pura razão, mas o resto todo funciona do sentimento, de momentos, mas não consigo te negar quando você sorri, não consigo te negar quando me toca, quando me beija, você me tem nas mãos e eu não quero consigo reverter isso.

domingo, 24 de julho de 2011

tudo nele chama, tudo nele ama

Aquelas mãos tão claras tocavam meu rosto da forma mais suave possivel, aqueles olhos que viam por dentro dos meus, e sugavam todos os meus pensamentos, e viam meus sonhos passarem como filme na minha cabeça, aquele rosto de uma simplicidade maravilhosa, a barba mal feita, que sempre me agradou muito, aqueles braços que sempre me envolviam com tanta força e segurança, aquela história que tanto mexia comigo, os dentes tão alinhadinhos, os labios que faziam o contorno perfeito de um sorriso que mostrava uma felicidade absurda, esse sorriso que se fechava, deixando seus labios tocarem os meus, de um jeito tão doce, de um jeito tão maravilhoso.
As pernas que envolviam as minhas e dava a impressão de que eu não conseguiria sair dali nunca mais, aquele cheiro, que costumo sentir nas ruas vazias em que ando, a voz que ainda ecoa na minha cabeça, o corpo tão maravilhoso, que ainda me chama, a pele sempre tão quente, o sangue fervendo, até o jeito de chorar e dizer que poderia ter sido diferente.
Aquele jeito de sentir sem demonstrar e depois explodir de sentimento.
Sempre me agradou muito esse jeito imprevisivel, como o dia que me disse que gostava de café, e o quanto gosta de filmes de comédia, e o jeito ciumento.
Sempre amei o jeito que me chamava, que falava, que fazia.
Não sei porque, mas virou impossivel esquecer do mundo novo que me mostrou, de todo o tempo do mundo que tinhamos, ficou impossivel deixar partir a ideia de poder tocá-lo mais uma vez, mas eu nunca falei o quanto precisava de tudo isso, a culpa foi minha, mas será que só por isso eu vou sentir falta de tudo nele? Por toda a eternidade?

sábado, 16 de julho de 2011

sei que amores imperfeitos são as flores da estação

essa nostalgia de novo, esse sorriso cativante, esse cheiro que eu sinto nas ruas, mesmo estando tão longe.
Esses pequenos momentos que me fazem tão feliz, esses pequenos beijos que me fazem renascer, mesmo que me matem aos poucos, mesmo que acabem com tão pouco, mas que sao uma parte tao boa de mim, que sao meu maior eu, que sao tão... tão.

sábado, 25 de junho de 2011

sobre remember de relação

ultimamente tem me falado muito: "tu devia ter teu orgulho, voltar pras mãos dele assim, achas certo com você?"
SIM GENTE, EU ACHO! Inclusive porque não tem ninguém voltando pra ninguém, é só remember...
Odeio esse tipo de critica controladora, dizendo o que eu devo ou não fazer sobre relacionamentos passados, odeio mais ainda quando me dizem que passado é passado e que eu devia esquecer de uma vez. Não concordo, aconteceu e foi parte de mim, esquecer não é uma boa saida, não adianta viver como se algo nunca tivesse acontecido. Aconteceu, faz parte, e não há mal nenhum em mais um beijo, em mais cinco minutos.
Não, não me falem para não fazer isso, não vai adiantar. É o tipo de beijo que conheço tão bem, o tipo de amor que me fez tão mais forte, então nao me diga que essas pequenas voltas me fazem mal, porque só eu sei o quanto me fazem bem.
Ex namorado não deixa de existir só porque a relaçao acabou, um beijo não deixa de ser bom só porque não tem mais um laço tão forte. Não, eu não me apaixonei de novo, não, eu nao vou me apaixonar, mas eu gosto de estar perto, para sentir aquele gostinho de amor antigo, eu gosto de coisas que me fazem sentir, que me tiram da monotonia. Remember de relação nao tem nada de errado, faz bem, é até nostalgico, mas nunca mais me digam para nunca beijar a boca de quem proferiu palavras que me machucaram, nao me digam para nunca beijar alguém que não me quis, porque nem sempre fim de relaçao é assim, porque nem sempre é possivel resistir ao beijo que te leva pra bem longe daqui, nem sempre dá pra dizer que não quer, quando no fundo é o que sempre te fez bem.