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terça-feira, 13 de maio de 2014
Pedido pra você ficar
O que eu preciso pra te fazer ficar? Me dá um beijo, eu te mostro que nossa casa é melhor. Deita na cama mesmo sem lençol e me puxa pro lado seu. Me joga pra cá, pra lá, me tira a roupa. Me dá um beijo, bagunça meu cabelo, deixa o mundo lá fora passar. Me ama, arranha, me come. Me conhece tão bem e já não preciso nem falar, me faz feliz do jeito que só você sabe, puxa meu cabelo, não me deixa escolher porque te gosto assim, do teu jeito, jeito que ninguém mais consegue ser. Não sai de casa hoje não, te faço o almoço e o jantar, juro que boto uma roupa de cama depois que a gente transar. Mas fica aqui no quentinho do nosso cobertor, só não sai de casa hoje não, que te prefiro assim, sem roupa. Nos prefiro assim, embalados no som do meu gemido, vestidos de sorrisos e vontade de ficar.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
monotonia
Que mania essa que a gente tem de se sentir sozinho no meio de um mundo inteiro... Que nem tanto amor que puderem nos dar preencherá um coração, as vezes tão cheio e outras tão vazio.
Acho que sou eu que canso das pessoas, de mim mesma, talvez. Que canso das paredes sempre pintadas das mesmas cores e do arco-íris tão colorido e tão sempre igual. Quem sabe seja mesmo eu, que tenho medo da imensidão do céu, do amarelo do sol e de tudo mais também.
É a saudade que não sei mandar embora. É a saudade que foi embora e a falta que deixei de sentir. Fico triste, queria sentir mais falta, porque a gente se sente mal quando começa a não lembrar mais. A gente não se sente mal porque esqueceu, mas aí um dia a gente lembra e dói tudo outra vez.
É, tem dessas coisas também, de a gente esquecer de andar na moda e aí fica mesmo meio estranho quando alguém nos vê no meio da multidão.
Acho que não tem a ver com moda não, tem mais cara de mania mesmo, tem cara de coisa do coração.
Acho que sou eu que canso das pessoas, de mim mesma, talvez. Que canso das paredes sempre pintadas das mesmas cores e do arco-íris tão colorido e tão sempre igual. Quem sabe seja mesmo eu, que tenho medo da imensidão do céu, do amarelo do sol e de tudo mais também.
É a saudade que não sei mandar embora. É a saudade que foi embora e a falta que deixei de sentir. Fico triste, queria sentir mais falta, porque a gente se sente mal quando começa a não lembrar mais. A gente não se sente mal porque esqueceu, mas aí um dia a gente lembra e dói tudo outra vez.
É, tem dessas coisas também, de a gente esquecer de andar na moda e aí fica mesmo meio estranho quando alguém nos vê no meio da multidão.
Acho que não tem a ver com moda não, tem mais cara de mania mesmo, tem cara de coisa do coração.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Brasil, mostra tua cara!
Um empresário pagando pra botar um outdoor na rua, onde em baixo dorme um mendigo. O homem de terno que sai do escritório e procura sexo em qualquer esquina, enquanto sua mulher o espera deitada nua na cama, com o coração vazio e sem amor, se perguntando o que mantém o casamento. A mãe que deixa o filho ficar obeso e tantos sem mãe sofrendo a falta de peso. A psicóloga dizendo para um menino de quinze anos que os problemas familiares vão passar e fora do consultório, do outro lado da rua, um menino de treze anos sentado na calçada, esperando pelo pai que saiu pra beber com os amigos e nunca mais voltou, esperando a mãe que saiu de casa com um vestido colado para dormir na casa de um amigo político e disse que voltaria pela manhã. As óticas cheias de quem não quer ver o futuro e na porta um homem cego tocando violão. Os hospitais cheios de esperança, os médicos em horário de almoço e não se sabe quando vão voltar. A moça sendo presa porque roubou pão na padaria, alimentou seu filho e logo em seguida viu uma lágrima escorrendo por aquele rosto tão frágil, enquanto era jogada como um animal na viatura; Do outro lado da cidade um político com dinheiro nas cuecas de seda, em seguida abotoando a calça do terno e pegando um avião particular para almoçar no restaurante mais chique do país. Os traficantes mais espertos que a polícia. O governo com medo dos "por quês" da juventude, deixando-os incapazes de argumentar. O rico cada vez mais rico, o pobre cada vez mais pobre, a miséria que não conseguimos ver através de uma nota de cem e aí tapamos nossos olhos com a riqueza, não vemos o que acontece em cada esquina, cada beco sem saída. O país do carnaval, o país da putaria.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
um brinde ao amor
Dois corações que se amam por contrato. Aquele velho modo de dizer as coisas, "estarei sempre ao teu lado" e peço que não esteja, que não fique se não tiver vontade de ficar. Não espere de mim mais do que eu posso dar e não me deixe amar mais do que me cabe o amor e, de um jeito tão comum, me cabe porque eu quis que coubesse e insisto em afirmar pra mim mesma que posso tirá-lo daqui no instante em que desejar. E quem me dera controlar um coração.
No mais, continuo aqui, vendo a tragédia acontecer, tão bonita, diante dos meus olhos, pra depois adentrar a noite deixando mais um rastro de silêncio que começa nos meus pés e termina onde eu aprender a amar.
No mais, continuo aqui, vendo a tragédia acontecer, tão bonita, diante dos meus olhos, pra depois adentrar a noite deixando mais um rastro de silêncio que começa nos meus pés e termina onde eu aprender a amar.
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
um sorriso que combina com o meu
De qualquer sorriso que fosse o mais bonito do mundo, fico com o meu, estampado no meu rosto ao lado teu. Que do encontro tirasse apenas um olhar, me olhava curioso enquanto eu não tinha absolutamente nada pra mostrar, nada para falar ainda que sempre dentro de mim houvesse um diálogo interminável onde só cabia a mim esse doce monólogo frágil e contestável, eu, que não me bastava apenas em contar, queria ouvir, por medo de em meio a tantas palavras minhas, me visse, ele, rasa. Então me aquietou, por muitas vezes me tirou a voz, que ficava presa na garganta querendo responder perguntas sem resposta, e falou, mais que isso sussurrou, me levou pra bem longe,sutil, me despindo o medo, me vestindo o amor e, sem perguntar se queria amar, me inundou, me olhou, me sorriu.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
nosso sexo
O olhar que já não sai mais da minha cabeça, naquela quinta-feira quase fria, que não me saia do pensamento todo o tempo desde então, e não queria, sem querer até sorria e perguntava a mim mesma o porquê. Sem saber eu só sentia e não via mal nenhum em sentir aquelas borboletas no estômago e o coração acelerado, me fazia sentir mais viva de um jeito que a algum tempo já não me sentia. Não por falta de amor, muito menos por falta de quem soubesse me fazer sorrir, só por não saber como amar. Mas sem querer começou a me fazer sentir aquele pouquinho de prazer em não saber o que ia acontecer, ele tão imprevisível, eu impulsiva, ele quente, eu fria, mas soube bem como derreter todo esse gelo. Eu, com todo meu medo tradicional de que fossemos mornos não deixei que me esquentasse tão devagar e enquanto me derretia senti esse pouco de quente, e aí me deixei ferver, do muito frio pro quase queimando.
Então aos poucos aprendi a sentir, a sussurrar, a pedir e, hoje em dia, quase implorar. Menos medos e mais sorrisos, menos pressa, as mãos que toda vez percorrem meu corpo todo e fazem o tempo parar, porque não queremos tempo, temos todo o tempo.
Se aproxima devagar como sabe que tem que ser, ou só não se mexe que eu faço isso por você, mais perto, muito mais perto e quando já não há espaço nenhum entre nós me aproxima mais, depois se afasta e me puxa pra perto de novo porque longe faz frio.
Tipo dia sim dia não, pra dar tempo de sentir saudade e não me faz mal te querer todo tempo que não te tenho aqui.
As palavras sussurradas, e já não consigo mais esse "tão devagar", então desisto, e tu já pode fazer, desfazer, ter e principalmente me fazer ser totalmente tua, não me deixa escolher, porque não quero ter escolha, e me leva pra qualquer lugar, mesmo que minhas mãos segurem o cobertor com força, sabes muito bem como me fazer viajar pra esse lugar que só tu sabe me levar. Chega mais perto, mais perto, cada vez mais e nem pense que algum dia eu te deixaria sair daqui. E deixa teu corpo pesar sobre o meu e ai me deixa transbordar e transborda também e deixamos ir tudo o que não cabe dentro de nós, somos melhores assim, com os pés entrelaçados, minha cabeça deitada no teu peito, que tem sido o lugar mais seguro pra mim, o lençol molhado, as pernas também, o coração inundado. Eu no meu paraíso particular, no qual só você sabe me fazer entrar.
Nos olhamos porque gosto de te olhar e sabe, de fato, me deixar sem saber o que falar. É porque somos assim, tipo quente e frio, doce e salgado, amor e mais amor, tipo eu e você.
Mas te olho porque não preciso dizer, tu sabe muito bem como ler meus pensamentos, que só repetem o tempo todo: de novo!
Então aos poucos aprendi a sentir, a sussurrar, a pedir e, hoje em dia, quase implorar. Menos medos e mais sorrisos, menos pressa, as mãos que toda vez percorrem meu corpo todo e fazem o tempo parar, porque não queremos tempo, temos todo o tempo.
Se aproxima devagar como sabe que tem que ser, ou só não se mexe que eu faço isso por você, mais perto, muito mais perto e quando já não há espaço nenhum entre nós me aproxima mais, depois se afasta e me puxa pra perto de novo porque longe faz frio.
Tipo dia sim dia não, pra dar tempo de sentir saudade e não me faz mal te querer todo tempo que não te tenho aqui.
As palavras sussurradas, e já não consigo mais esse "tão devagar", então desisto, e tu já pode fazer, desfazer, ter e principalmente me fazer ser totalmente tua, não me deixa escolher, porque não quero ter escolha, e me leva pra qualquer lugar, mesmo que minhas mãos segurem o cobertor com força, sabes muito bem como me fazer viajar pra esse lugar que só tu sabe me levar. Chega mais perto, mais perto, cada vez mais e nem pense que algum dia eu te deixaria sair daqui. E deixa teu corpo pesar sobre o meu e ai me deixa transbordar e transborda também e deixamos ir tudo o que não cabe dentro de nós, somos melhores assim, com os pés entrelaçados, minha cabeça deitada no teu peito, que tem sido o lugar mais seguro pra mim, o lençol molhado, as pernas também, o coração inundado. Eu no meu paraíso particular, no qual só você sabe me fazer entrar.
Nos olhamos porque gosto de te olhar e sabe, de fato, me deixar sem saber o que falar. É porque somos assim, tipo quente e frio, doce e salgado, amor e mais amor, tipo eu e você.
Mas te olho porque não preciso dizer, tu sabe muito bem como ler meus pensamentos, que só repetem o tempo todo: de novo!
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
transbordou meu amor
São os lábios que deixam claro cada centímetro de amor, que abrem num sorriso pequeno, de meus segredos imensos, insisto em expô-los em um só olhar.
O abraço, um abraço, desses quaisquer que sejam, nesse muito pouco tempo, já fazem anos de sorrisos, meus e sem querer, muito que quis mais de nós, e as vezes não nos quero mais, por me apertar o coração um segundo sem saber por onde andam os pés que souberam cruzar meu caminho, as mãos que me fizeram carinho, tudo o que tive e agora já não quero mais, mais do que ganhei e deixo que seja tudo o que faz parte de mim, mais um ano pra mim, um começo pra nós, que precisei de um fim pra esse novo início, e fim pra tudo, me fiz nova, em uma folha toda em branco, uma vida nova pra pintar, e borrar, e misturar o vermelho no céu, o azul em todo o meu sangue, pra poder viver o roxo que me fez ser.
Mas se foi o que me permitia só uma cabeça quase que vazia, e agora um corpo todo de tudo o que me cabe e um coração mais que cheio também. Que me fazem muito mais que só um beijo, as duas mãos no meu cabelo e no meu corpo inteiro, os meus olhos bem fechados, sem querer saber a distância que eu podia estar do chão, tem sido bem mais que a altura da cama, tá mais pra altura que tem a lua, desse nosso chão quase sempre de segundo andar, e não medir porque posso cair, e se cair quero queda-livre.
Nada tenho porque me tens, nada quero, muito menos espero, por ter sabido ser, e ser por inteiro o que nunca me ensinaram a querer, mas estou neste lugar, onde eu quero ficar, que é a minha zona de risco, e gosto de ficar nessa beiradinha do abismo, tem sido a área mais segura, porque tenho do meu lado quem não me deixe cair, até que me puxe de volta quando eu me distrair, e me faz sorrir, rir, sentir o que nunca vou saber dizer, escrever, poetizar, musicar, só viver, porque quero assim, deixo estar.
O abraço, um abraço, desses quaisquer que sejam, nesse muito pouco tempo, já fazem anos de sorrisos, meus e sem querer, muito que quis mais de nós, e as vezes não nos quero mais, por me apertar o coração um segundo sem saber por onde andam os pés que souberam cruzar meu caminho, as mãos que me fizeram carinho, tudo o que tive e agora já não quero mais, mais do que ganhei e deixo que seja tudo o que faz parte de mim, mais um ano pra mim, um começo pra nós, que precisei de um fim pra esse novo início, e fim pra tudo, me fiz nova, em uma folha toda em branco, uma vida nova pra pintar, e borrar, e misturar o vermelho no céu, o azul em todo o meu sangue, pra poder viver o roxo que me fez ser.
Mas se foi o que me permitia só uma cabeça quase que vazia, e agora um corpo todo de tudo o que me cabe e um coração mais que cheio também. Que me fazem muito mais que só um beijo, as duas mãos no meu cabelo e no meu corpo inteiro, os meus olhos bem fechados, sem querer saber a distância que eu podia estar do chão, tem sido bem mais que a altura da cama, tá mais pra altura que tem a lua, desse nosso chão quase sempre de segundo andar, e não medir porque posso cair, e se cair quero queda-livre.
Nada tenho porque me tens, nada quero, muito menos espero, por ter sabido ser, e ser por inteiro o que nunca me ensinaram a querer, mas estou neste lugar, onde eu quero ficar, que é a minha zona de risco, e gosto de ficar nessa beiradinha do abismo, tem sido a área mais segura, porque tenho do meu lado quem não me deixe cair, até que me puxe de volta quando eu me distrair, e me faz sorrir, rir, sentir o que nunca vou saber dizer, escrever, poetizar, musicar, só viver, porque quero assim, deixo estar.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sorrir, só rir, sou rir
O vento que sopra hoje já não é o mesmo de dias atrás. Queria ser brisa pra bagunçar os cabelos, podia ser o arrepio que sobe as costas e sussurra no ouvido. Seria o beijo apaixonado de um casal que sorri e entre beijos e sorrisos podia ser a lágrima. Seria a saudade que aperta o coração, seria o cheiro do perfume que me lembra esse amor. Seria o quente das coxas, o frio dos pés. Seria o lençol molhado de suor, o sussurro, o arranhão. Seria a força com que as mãos seguram as cobertas já desnecessárias, mas então poderia ser o frio que faz lá fora, o brilho intenso da lua essa noite, poderia até ser a escuridão se conseguisse não me sentir um arco-íris, seria a chuva se não me sentisse tão sol.
Os olhares que se cruzam no cruzar de pernas. As vozes que tão baixinhas gritam para o mundo. O silêncio que permite ouvir o bater de asas de um beija-flor, o som dos passos, dos pés pesados que pisam as folhas secas, o beijo estalado, o sorriso esboçado, a respiração ofegante, as batidas do coração acelerado. Seria o meio sorriso, daqueles bem tímidos, sem jeito. Seria a simplicidade porque é tudo o que somos, seria o amor, porque é tudo o que temos.
Os olhares que se cruzam no cruzar de pernas. As vozes que tão baixinhas gritam para o mundo. O silêncio que permite ouvir o bater de asas de um beija-flor, o som dos passos, dos pés pesados que pisam as folhas secas, o beijo estalado, o sorriso esboçado, a respiração ofegante, as batidas do coração acelerado. Seria o meio sorriso, daqueles bem tímidos, sem jeito. Seria a simplicidade porque é tudo o que somos, seria o amor, porque é tudo o que temos.
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sábado, 4 de agosto de 2012
trem das onze
Eu pegaria o trem das onze se já não fossem onze e meia, mas parada na estação esperando por um trem que nunca virá observo o vai e vem das pessoas, seus desejos, suas cores, seus rostos, reencontros.
Reencontro é não te encontrar, não te ver é como te achar e em meio a mais de mil, um.
Chegou naquele trem azul e botou cor no meu mundo, dançou comigo devagar, no nosso salão de dança,descompassado, sem passo algum.
Me levou pra nadar no mar, nosso oceano, mergulhados em nossos lençóis.
Me deixou voar no céu, azul feito o trem, azul feito nós.
Era alto e a queda foi grande, entrou na estação, naquela meia estação, primavera.
E assim se foi, no trem das dez, me deixou apenas com lembranças que não me deixariam ser pra ninguém o que não pude ser ali, que me daria medo toda vez que quisesse ser de alguém, que me deixaria na duvida sempre que com certeza pudesse confiar, me deixar levar, ser, estar. Mas hoje já não me perturbam mais, eu estava até agora a pouco me dirigindo a estação, para pegar o trem seguinte, o trem das onze, e segui-lo, mas encontrei alguém no meio do caminho e me perdi no tempo, meu tempo, nosso tempo. Me atrasei, e não é de costume. Me entreguei, aceitei aquela partida de quem eu precisava que fosse embora e a chegada de quem quero que fique.
Eu pegaria o trem das onze se já não fossem onze e meia.
Reencontro é não te encontrar, não te ver é como te achar e em meio a mais de mil, um.
Chegou naquele trem azul e botou cor no meu mundo, dançou comigo devagar, no nosso salão de dança,descompassado, sem passo algum.
Me levou pra nadar no mar, nosso oceano, mergulhados em nossos lençóis.
Me deixou voar no céu, azul feito o trem, azul feito nós.
Era alto e a queda foi grande, entrou na estação, naquela meia estação, primavera.
E assim se foi, no trem das dez, me deixou apenas com lembranças que não me deixariam ser pra ninguém o que não pude ser ali, que me daria medo toda vez que quisesse ser de alguém, que me deixaria na duvida sempre que com certeza pudesse confiar, me deixar levar, ser, estar. Mas hoje já não me perturbam mais, eu estava até agora a pouco me dirigindo a estação, para pegar o trem seguinte, o trem das onze, e segui-lo, mas encontrei alguém no meio do caminho e me perdi no tempo, meu tempo, nosso tempo. Me atrasei, e não é de costume. Me entreguei, aceitei aquela partida de quem eu precisava que fosse embora e a chegada de quem quero que fique.
Eu pegaria o trem das onze se já não fossem onze e meia.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
prisioneira
Presa dentro de si mesma, atrás de barras de ferro enormes. Por uma pequena janelinha ainda entrava a luz do sol, mas só lá pelas seis e meia, pouco antes de ele se pôr. De fato era feliz naquele horário, mas queria poder ficar virada para o outro lado e vê-lo nascer.
Eu ia dizer princesa pra ter a certeza de um final feliz, mas combina mais com prisioneira.
Não foi o primeiro corajoso a tentar libertá-la, mas esperava que esse fosse o último e a levasse de lá no futuro, um futuro próximo.
Sentava-se perto da janelinha e a fazia acreditar que sairia dali em breve, mas aí o sol se punha e a noite nunca era tão doce quanto o dia.
Entrava na cela o carcereiro, vestido de preto, mas sem mascara nenhuma, dizendo "lembre-se desse rosto, desse nome" e não esqueceria. As mãos frias em suas coxas sempre quentes, as pernas cruzadas, tremiam. Era medo mesmo, mas fazia-se parecer segura, eis o lado bom da imaginação fértil. Palavras nunca ditas, sempre gritadas, demonstravam mais nojo do que medo, ainda que fosse ao contrário. Eis aqui também o lado bom de ser prisioneira e não princesa, as pernas o empurravam para longe, o sangue no canto da boca do carcereiro lhe dava mais prazer que suas mãos frias tocando sua pele. Ia dormir com as palavras duras "vais pagar por isso", mas não sabia o que podia ser pior que tudo aquilo.
Amanhecia com a voz do seu suposto salvador, e por um segundo esquecia a noite anterior, mas as mãos geladas pelo frio da manha encostavam em sua pele e o mesmo medo tomava seu corpo. Se sentia culpada por compará-los, por não conseguir acreditar que seria diferente, ainda que no fundo soubesse que sim, mas ali estava, sentada, esperando ser salva, presa dentro de si mesma, atrás de barras de ferro enormes.
Eu ia dizer princesa pra ter a certeza de um final feliz, mas combina mais com prisioneira.
Não foi o primeiro corajoso a tentar libertá-la, mas esperava que esse fosse o último e a levasse de lá no futuro, um futuro próximo.
Sentava-se perto da janelinha e a fazia acreditar que sairia dali em breve, mas aí o sol se punha e a noite nunca era tão doce quanto o dia.
Entrava na cela o carcereiro, vestido de preto, mas sem mascara nenhuma, dizendo "lembre-se desse rosto, desse nome" e não esqueceria. As mãos frias em suas coxas sempre quentes, as pernas cruzadas, tremiam. Era medo mesmo, mas fazia-se parecer segura, eis o lado bom da imaginação fértil. Palavras nunca ditas, sempre gritadas, demonstravam mais nojo do que medo, ainda que fosse ao contrário. Eis aqui também o lado bom de ser prisioneira e não princesa, as pernas o empurravam para longe, o sangue no canto da boca do carcereiro lhe dava mais prazer que suas mãos frias tocando sua pele. Ia dormir com as palavras duras "vais pagar por isso", mas não sabia o que podia ser pior que tudo aquilo.
Amanhecia com a voz do seu suposto salvador, e por um segundo esquecia a noite anterior, mas as mãos geladas pelo frio da manha encostavam em sua pele e o mesmo medo tomava seu corpo. Se sentia culpada por compará-los, por não conseguir acreditar que seria diferente, ainda que no fundo soubesse que sim, mas ali estava, sentada, esperando ser salva, presa dentro de si mesma, atrás de barras de ferro enormes.
sábado, 23 de junho de 2012
de manhã
Gostava quando ele escondia seus desejos desse jeito doce. Gostava quando ele sorria com a boca bem perto da dela, quando ria. Sentia o perfume dela, o gosto do beijo.
As mãos que atravessavam o gelado das roupas e se esquentavam no quente da pele, ela sorria.
- O que foi?
-Tu me deixa louca. Respondia na esperança de não se perder, não enlouquecer de vez.
Não que já não estivesse perdida, mas ainda assim sentia que finalmente tinha se encontrado.
Dias frios não alteravam em nada, tiravam os casacos com calor. Buscavam amor em seus beijos sem sentimento algum, incrivelmente achavam. Um amor que aconchegava, dava colo, protegia do frio que fazia lá fora. Já era tarde, enxergavam melhor no escuro, era claro que não funcionaria, aquele amor já se esvaía pela manhã. Quando acordou deitada no peito quente dele já não sabia o que acontecia dentro de si mesma, todos os seus devaneios voltados a ele, todos os seus segredos confessados naquela noite fria, ela não tinha certeza se já amanhecia, então deitava novamente, dormia dentro do abraço.
Acordou e dessa vez sozinha, distinguir o que era real e o que era imaginação parecia muito trabalhoso naquele momento, aí deitou-se novamente, sentindo o cheiro de um perfume masculino em suas roupas e nas almofadas do sofá. Ali ficou, sem saber se o cheiro era real, ou se era apenas outra peça que sua imaginação pregava-lhe.
As mãos que atravessavam o gelado das roupas e se esquentavam no quente da pele, ela sorria.
- O que foi?
-Tu me deixa louca. Respondia na esperança de não se perder, não enlouquecer de vez.
Não que já não estivesse perdida, mas ainda assim sentia que finalmente tinha se encontrado.
Dias frios não alteravam em nada, tiravam os casacos com calor. Buscavam amor em seus beijos sem sentimento algum, incrivelmente achavam. Um amor que aconchegava, dava colo, protegia do frio que fazia lá fora. Já era tarde, enxergavam melhor no escuro, era claro que não funcionaria, aquele amor já se esvaía pela manhã. Quando acordou deitada no peito quente dele já não sabia o que acontecia dentro de si mesma, todos os seus devaneios voltados a ele, todos os seus segredos confessados naquela noite fria, ela não tinha certeza se já amanhecia, então deitava novamente, dormia dentro do abraço.
Acordou e dessa vez sozinha, distinguir o que era real e o que era imaginação parecia muito trabalhoso naquele momento, aí deitou-se novamente, sentindo o cheiro de um perfume masculino em suas roupas e nas almofadas do sofá. Ali ficou, sem saber se o cheiro era real, ou se era apenas outra peça que sua imaginação pregava-lhe.
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sábado, 21 de abril de 2012
A dama e o vagabundo
Não se trata de uma dama de verdade, bem, estava longe de ser uma.
Bem arrumada descia do carro, olhava as estrelas, maravilhada. Respirava fundo e sentia o cheiro doce das damas da noite e se deliciava com aquele cheiro que entrava por suas narinas e parecia percorrer o corpo inteiro antes de deixá-lo, mas aí sentiu algo diferente, que entrava pelas narinas e deixava o corpo por cada poro, algo que a fazia voar. Sentia-se abraçada por aquele perfume, que a levava até aquelas estrelas mais bonitas e dançava envolvida pelo cheiro da dama da noite, do perfume, era a dama aquela noite, dama do perfume, dama do cavalheiro, cavaleiro em um cavalo branco, a dama caiu do cavalo, no colo do cavalheiro, mas foi sem querer, a voz dele a chamou de volta para o mundo real "que saudade, pequena", iam direto para o coração, enquanto os olhos dele entravam dentro dos dela e liam todos os seus pensamentos e ela tentava disfarçar, pensar em outra coisa que não fosse ele, mas quando parava de pensar nele como todo, vinha a lembrança dos olhos, o perfume, o cabelo, o beijo, o toque. Ela era, de fato, péssima em disfarces, também não sabia ser sutil, só virou as costas para que ele não soubesse tudo o que se passava, mas sentiu as mãos dele em sua cintura, para um cavalheiro ele não estava sendo tão educado e ai lembrou-se novamente da vida real, onde ele não era um cavalheiro, nem cavaleiro, só um homem tão menino, dos olhos mais bonitos do mundo. Virou-se para o conhecido que agora desconhecia, se olharam como se fosse a muito tempo atrás, se amaram, cada um em sua mente, se amavam, cada um em seu coração.
O cheiro do perfume dele a deixava embriagada, enlouquecida, apaixonada. A dama invadia o coração do cavalheiro e ia embora sem deixar pistas. Ela deu um passo para trás, se despediu meio sem jeito, obrigando-o a ficar e deixá-la partir. O cavalheiro cedeu, o homem apaixonado não e a implorou que ficasse, ela ouviu, mas não olhou, tinha medo de se perder na imensidão daqueles olhos verdes e não se achar nunca mais e ficar ali para sempre. E se foi de verdade pela primeira vez e se fez, desfez-se em lágrimas, não tão mais dama, mas ainda ama.
Em seus sonhos um cavaleiro, um cavalheiro mas em um cavalo branco, na realidade, destinados a lembrarem-se um do outro por toda a eternidade, ainda que mantendo a máxima distancia possivel, a dama e o vagabundo.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Fumaça da saudade
Sentado na cama, o homem manuseava algo com facilidade entre os dedos indicador, polegar e médio.
As pernas se mexiam de um lado para o outro, com pressa. O menino abriu a porta do quarto e se atirou na cama, mas se sentia extremamente desconfortável. Um cheiro desconhecido entrava por suas narinas e percorria por todo o seu corpo. Sentia a falta do pai quando olhava para as estrelas. Sua mãe costumava dizer que lá estava ele, brilhando. Sentia a falta do pai quando ia dormir, quando acordava, quando caminhava pela rua esburacada a caminho da escola, mas estranhamente naquele momento não sentia mais tristeza percorrendo seu corpo. Era uma sensação boa, trazia conforto, ele se sentia abraçado, na cama agarrava-se ao travesseiro, enquanto o homem o abraçava. Deixava com que a fumaça tomasse conta de todo o quarto, sentindo o coração do menino bater.
Era uma pena que não pudessem conversar, mas abria um sorriso no rosto ao vê-lo rir. Tão pequeno se envolvia em seus quase braços, se agarrava as suas quase pernas.
Antes que pudesse respirar um pouco de ar puro viu o menino se desmanchar em lágrimas. Não teve coragem de levantar dali, sabia a falta que fazia, sabia o quanto aquele pequeno filho sofria por não tê-lo ali.
Sentado na cama, o cadáver.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
um brinde aos pecados, com direito a cigarro e perfeição

Deitada com um homem de ressaca na cama redonda, que girava. As luzes apagadinhas, uma azul, no banheiro era vermelha.
O nariz era muito pontudo e a boca pequena demais. Os olhos eram muito grandes e as marcas na testa quando os arregalava não a satisfaziam.
A saia curta jogada ao lado da cama e a blusa transparente na mão esquerda. Na direita um cigarro, na mesinha um copo.
Amanhecia em lágrimas, não queria se levantar. Suas pernas se moviam vagarosamente até o espelho, o choro voltava. Era baixa, estava gorda, os olhos inchados, o sorriso já não parecia tão retinho assim. Voltava para a cama, deitava e, abraçada no travesseiro, lamentava.
Estava sozinha, era sozinha. Talvez porque tivesse deixado tudo para trás em busca da beleza, talvez porque preferisse ficar deitada chorando por seus defeitos, ou até por gostar de seu trabalho noturno. Não precisava se levantar e, na maioria das vezes, os homens chegavam lá tão bebados que nem reparavam no seu rosto, que, diga-se de passagem, era lindo. Mas não para ela.
Noite após noite, dia após dia, na mesma rotina repugnante. E em uma manha não acordou. O canivete na mão direita, no lugar do cigarro, as pernas abertas, o rosto mutilado, deitada no berço de ouro, o cadáver. E ainda viva na memória dos embriagados, agora já não tinha beleza nenhuma, apenas um corpo perfeito coberto de sangue e um rosto lindo, na lembrança de quem a viu, agora destruído. Não era um suicídio comum, apenas havia matado. A preguiça, a luxúria e a vaidade.
domingo, 4 de setembro de 2011
nem barras de ouro trarão de volta tua vida
Estamos prestes a perder a cabeça, nossas mentes junto.
Nossa tecnologia não pode nos salvar, foi o motivo de tudo isso, nos perdemos em um mundo criado por nós, nos acorrentamos a postes de luz, deixamos as velas escaparem de nossas mãos e o fogo tomou conta da cidade, de nossas casas. Nossas mentes estão perdidas, suas mãos ageis não vão resolver nada, nosso dinheiro queimou, a fumaça nos alucina, parece que estamos nesse dia a dias, o cheiro de carne de crianças mortas rodeia teu corpo, o cheiro da riqueza queimada é que você inala, entra por seus poros a vaidade já morta. Tuas joias caras e teu corpo banhado a ouro não valem nada agora. Tua mente mergulhada em vicios te castiga, teu corpo viciado no desejo se contrai de dor, se contrai de medo.
O chão já quente queima teus pés, cobertos pos sapatos dourados, tuas pernas ardem em chamas, cada centimetro de roupa que você negou agora te fazem falta, e você se arrpende de ter se vestido de prostituta essa noite. O sutiã de enchimento protege do fogo teus seios, dá mais tempo ao teu coração, mas não se engane, o tempo nem se quer existe, tua pele vai queimar, teu coração sem forças vai parar de bater.
Precisamos nos soltar das luzes, nos dê vida, nos dê fé, o mundo gira em torno de pedaços de papel, frágeis, são o primeiro alvo do fogo, fizeram-no se alastrar por tudo, esses pequenos pedaços de papel que você usou para comprar o vestido mais justo, que você usou para comprar seu cabelo, sua barriga, e seus seios foram os responsaveis pela morte de tudo, você é feita de plastico, mas plastico queima também, você tambem vai virar pó.
Nossa tecnologia não pode nos salvar, foi o motivo de tudo isso, nos perdemos em um mundo criado por nós, nos acorrentamos a postes de luz, deixamos as velas escaparem de nossas mãos e o fogo tomou conta da cidade, de nossas casas. Nossas mentes estão perdidas, suas mãos ageis não vão resolver nada, nosso dinheiro queimou, a fumaça nos alucina, parece que estamos nesse dia a dias, o cheiro de carne de crianças mortas rodeia teu corpo, o cheiro da riqueza queimada é que você inala, entra por seus poros a vaidade já morta. Tuas joias caras e teu corpo banhado a ouro não valem nada agora. Tua mente mergulhada em vicios te castiga, teu corpo viciado no desejo se contrai de dor, se contrai de medo.
O chão já quente queima teus pés, cobertos pos sapatos dourados, tuas pernas ardem em chamas, cada centimetro de roupa que você negou agora te fazem falta, e você se arrpende de ter se vestido de prostituta essa noite. O sutiã de enchimento protege do fogo teus seios, dá mais tempo ao teu coração, mas não se engane, o tempo nem se quer existe, tua pele vai queimar, teu coração sem forças vai parar de bater.
Precisamos nos soltar das luzes, nos dê vida, nos dê fé, o mundo gira em torno de pedaços de papel, frágeis, são o primeiro alvo do fogo, fizeram-no se alastrar por tudo, esses pequenos pedaços de papel que você usou para comprar o vestido mais justo, que você usou para comprar seu cabelo, sua barriga, e seus seios foram os responsaveis pela morte de tudo, você é feita de plastico, mas plastico queima também, você tambem vai virar pó.
sábado, 6 de agosto de 2011
os cegos do castelo
Pra falar a verdade, nesses primeiros minutos tenho tido medo, na verdade um desespero quase insuportável.
Eu quero ter a certeza de que quando entrar na minha casa vou lembrar de como ela é, e que vou lembrar das cores dos bancos dos onibus em que eu andar. O que mais me apavora é que nesse pouco tempo já não consigo lembrar do rosto de algumas pessoas, sinto falta de olhar nos olhos de alguém, mas na verdade o azul dos olhos dele já não me parecem tão claros, será que eram? Não consigo me lembrar.
Ouço a voz, até sinto o beijo, o cheiro, o abraço, mas não consigo me lembrar de cada detalhe, me pergunto se ele lembrou de arrumar o cabelo antes de sair de casa, mas não consigo ver se há algum fio despenteado.
O perfume dele está mais doce, o beijo mais intenso, a voz mais alta... Não consigo ver, não consigo olhar, mas tenho a certeza de que enxergo melhor de olhos fechados
Eu quero ter a certeza de que quando entrar na minha casa vou lembrar de como ela é, e que vou lembrar das cores dos bancos dos onibus em que eu andar. O que mais me apavora é que nesse pouco tempo já não consigo lembrar do rosto de algumas pessoas, sinto falta de olhar nos olhos de alguém, mas na verdade o azul dos olhos dele já não me parecem tão claros, será que eram? Não consigo me lembrar.
Ouço a voz, até sinto o beijo, o cheiro, o abraço, mas não consigo me lembrar de cada detalhe, me pergunto se ele lembrou de arrumar o cabelo antes de sair de casa, mas não consigo ver se há algum fio despenteado.
O perfume dele está mais doce, o beijo mais intenso, a voz mais alta... Não consigo ver, não consigo olhar, mas tenho a certeza de que enxergo melhor de olhos fechados
sábado, 30 de julho de 2011
If I let myself go I'm the only one to blame
Mas deixei a noite me tocar, e os pensamentos cada vez mais embaralhados me traziam vontade de você.
Na minha cabeça era bonito, só de deixar as cenas do nosso filme passarem na minha mente ja era como se fosse real e eu me apaixonava, e realmente era lindo.
Mas no real parece mais tentador, a beleza menos explícita, tirando o sorriso, que é lindo no real, no irreal, e em qualquer lugar.
O beijo também, eu já nem me lembrava mais.
É que fui levada pelo sol da manha, e que sol bonito fazia no nosso mundo, e que azul maravilhoso tinha o céu.
Que minutos interminaveis e segundos maiores ainda, mas que passavam rapido, e que eu nem via.
Os olhos fechados me faziam ver melhor, o resto era automatico, até o amor que saia de cada centimetro do meu corpo.
E eu quis, e mais que nunca eu desejei, o corpo querendo o que a cabeça nega, e a culpa seria só minha.
Mas nessa noite ele já se contenta com outra pessoa, na mesma cama.
Na minha cabeça era bonito, só de deixar as cenas do nosso filme passarem na minha mente ja era como se fosse real e eu me apaixonava, e realmente era lindo.
Mas no real parece mais tentador, a beleza menos explícita, tirando o sorriso, que é lindo no real, no irreal, e em qualquer lugar.
O beijo também, eu já nem me lembrava mais.
É que fui levada pelo sol da manha, e que sol bonito fazia no nosso mundo, e que azul maravilhoso tinha o céu.
Que minutos interminaveis e segundos maiores ainda, mas que passavam rapido, e que eu nem via.
Os olhos fechados me faziam ver melhor, o resto era automatico, até o amor que saia de cada centimetro do meu corpo.
E eu quis, e mais que nunca eu desejei, o corpo querendo o que a cabeça nega, e a culpa seria só minha.
Mas nessa noite ele já se contenta com outra pessoa, na mesma cama.
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terça-feira, 26 de julho de 2011
forget it
O vai e vem do vento, soprava pela janela de um quarto escuro, os dias tão secos passavam rápido. Costumava ver o por do sol, mas abria mão só porque ele gostava de ver as sombras que cobriam o céu na noite.
O dia já ia chegar, e que bom seria acordar com a doce imagem de cabelos tão pretos, olhos ainda fechados, a barba mal feita, e como gostava de vê-lo dormir, e como gostava de ver seus olhos se abrindo, quebrando a escuridão da noite, e trazendo o sol da manha.
E que tom de voz suave, e que beijo doce, e que sonho real era tê-lo...
O dia já ia chegar, e que bom seria acordar com a doce imagem de cabelos tão pretos, olhos ainda fechados, a barba mal feita, e como gostava de vê-lo dormir, e como gostava de ver seus olhos se abrindo, quebrando a escuridão da noite, e trazendo o sol da manha.
E que tom de voz suave, e que beijo doce, e que sonho real era tê-lo...
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sábado, 2 de julho de 2011
mentiras em cima de mentiras
Não conseguia mais vê-lo, e as palpebras pousavam levemente, com os olhos apontados para o nada, até não conseguirem ver mais nada.
Os braços apoiados nos joelhos dobrados, a calça jeans rasgada molhada pelos pingos enormes de chuva, a cabeça baixa, quase tocando os joelhos. Sentada no chão molhado e frio, não se importava com mais nada,ele havia mentido, e isso era a única coisa na qual conseguia pensar, mas haviam dito, homens mentem, mesmo quando pensamos que um é diferente.
Os braços apoiados nos joelhos dobrados, a calça jeans rasgada molhada pelos pingos enormes de chuva, a cabeça baixa, quase tocando os joelhos. Sentada no chão molhado e frio, não se importava com mais nada,ele havia mentido, e isso era a única coisa na qual conseguia pensar, mas haviam dito, homens mentem, mesmo quando pensamos que um é diferente.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
Quarta, quinta, sexta e sabado
Maquiagem forte, que esconde emoção, se é que existe alguma. Regado a bebida, inconciencia, falta de ética e de moral, mas já era de se esperar, essa vida moralmente questionável já veio a tona inumeras vezes, foi só outra, de muitas que ainda virão.
Espera, o sono ainda vai chegar, mas que ansiedade essa. É sempre de esperar que vem a merda, da falta do que fazer, isso também já era de se esperar né?
Acho engraçado, previsivel demais...
Era tanto beijo estranho, nunca esperava ver. Quer dizer, não vi... Olhei, porque quando eu vejo, to prestando atenção, e atenção não era mais possivel, logo depois do primeiro shot.
"vira logo" "vai" "shot, shot, shot" Ah, mas que novidade isso também, não? Não.
Mas olha, não me arrependo, de nada, de nadinha, não repenso, faria tudo outra vez, faria tudo mil vezes, foi ótimo, foi maravilhoso, questionável sim, minha moral é sempre questionavel, entao questione, ta ai pra isso, mas acredite, foi muito bom.
Espera, o sono ainda vai chegar, mas que ansiedade essa. É sempre de esperar que vem a merda, da falta do que fazer, isso também já era de se esperar né?
Acho engraçado, previsivel demais...
Era tanto beijo estranho, nunca esperava ver. Quer dizer, não vi... Olhei, porque quando eu vejo, to prestando atenção, e atenção não era mais possivel, logo depois do primeiro shot.
"vira logo" "vai" "shot, shot, shot" Ah, mas que novidade isso também, não? Não.
Mas olha, não me arrependo, de nada, de nadinha, não repenso, faria tudo outra vez, faria tudo mil vezes, foi ótimo, foi maravilhoso, questionável sim, minha moral é sempre questionavel, entao questione, ta ai pra isso, mas acredite, foi muito bom.
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